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Evangélicos acolhem todas as sexualidades, diz pastor

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 05/01/2019 | 05:01

Pessoas de todas as sexualidades e orientações serão sempre muito bem vindas nas Igrejas Evangélicas de Jundiaí, afirma o pastor Ademir Guido, presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Jundiaí (Conpas). “Cada um decide o que quer para a própria vida baseado em sua história e sua moral. A igreja não tem problema nenhum com isso”, diz.

A declaração de Ademir veio depois de ser questionado sobre uma frase polêmica da pastora evangélica Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. Durante a cerimônia de posse, nesta quarta-feira (2), ela afirmou “menino veste azul e menina veste rosa”. A frase viralizou nas redes sociais nesta quinta-feira (3) e foi alvo de críticas e piadas de anônimos, celebridades e marcas. A Associação Nacional de Travestis e Transexuais disse em nota que a declaração da ministra “fere a liberdade individual, o direito à autodeterminação e a dignidade da população trans”.

Para o presidente do Conpas, a frase foi distorcida. “O que ela quis dizer é que existem diferenças entre os gêneros. Não vejo um desejo de determinar uma cor, cada um usa o que quer”, afirma. Para ele, a situação toda é “uma piada”. “É um absurdo achar que menino não pode usar rosa ou menina não pode usar azul”, ressalta.

A ministra afirmou, nesta sexta (4), que fez “uma metáfora” com a frase e negou arrependimento com a expressão. “Temos o outubro rosa, o novembro azul. Vamos respeitar a identidade biológica das crianças. E digo mais, podemos chamar menina de princesa e menino de príncipe no Brasil que não há nenhuma confusão nisso”, afirmou, em entrevista à uma emissora de TV.

Damares disse ainda que há “teólogos de gênero” que defendem que a criança nasce neutra e depois escolhe o que ela quer, e pede que esse debate fique restrito ao setor acadêmico. “Não queremos impor nada. Vamos deixar as crianças em paz. Querem discutir isso [chamada por ela de “ideologia de gênero”]? Que seja feito nas academias, não nas escolas, para crianças na tenra idade”. Ao comentar sobre políticas públicas para a população LGBTI e adoção de crianças por casais gays, ela ainda garantiu que “nenhum direito adquirido será violado pelo governo Bolsonaro”.

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