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Execução do hino nacional passa a ser obrigatória

| 21/10/2014 | 21:34

A Lei 3.864/91, que prevê ensino e execução dos hinos Nacional e de Jundiaí nas escolas municipais, foi alterada e agora obriga a tradição também nas escolas particulares. A nova regra, promulgada pela Prefeitura de Jundiaí no dia 10 de outubro, exige que o execução seja feita pelo menos uma vez por semana a partir da data de publicação da lei.

Segundo o Secretário da Casa Civil de Jundiaí, José Carlos Pires, a extensão da lei para colégios privados tem como objetivo resgatar o civismo em mais crianças e jovens com a execução e também o ensino do Hino Nacional. “Os símbolos, como a bandeira, o hino e as datas comemorativas são importantes para a formação do cidadão, e nós achamos isso muito positivo”, afirmou.

O secretário disse, ainda, que algumas escolas privadas de Jundiaí já tinham aderido à prática antes da obrigatoriedade por lei, e espera que até 2015 as demais se adaptem. Por enquanto, de acordo com ele, a prefeitura tem feito um trabalho de diálogo com as instituições de ensino para incentivar a nova prática.

O Colégio Santa Felicidade, no Centro, já executa o Hino Nacional periodicamente para as turmas menores (do ensino fundamental) e envolve os alunos de todas as séries em alguns eventos especiais, como a Semana da Pátria, em setembro. Em breve, segundo informou a diretora pedagógica, Elaine Medeiros, a escola implantará o hino semanalmente a todos os alunos, conforme exige a lei. “Acho importante. É preciso cultivar isso neles, porque o Hino Nacional é um dos únicos momentos que unem os brasileiros”, disse.

A diretora comentou que a obrigatoriedade da execução do hino será feita gradualmente por meio de um trabalho pedagógico e de aulas sobre a lei e o Hino Nacional, em especial para as turmas do ensino médio, que exigem mais diálogo. “Tudo deve ser participativo. Quando tratamos os alunos sem estruturas de autoridade de cima para baixo a adesão é outra.”

A jovem Luiza Moreira Joaquim, 13 anos, do 9º ano, veio de uma escola pública onde o hino era obrigatório e acha importante a lei aplicar-se às escolas particulares. “Ele transmite todo o passado do Brasil”, disse.
Para a aluna do 7º ano, Ana Raquel Pinardi, 12, os estudantes que não gostam da tradição vão passar a gostar. “É uma experiência interessante.” Mais novo, Gustavo Merighi de Souza, 9, do 4º ano, disse que ainda não sabe a letra inteira do Hino Nacional, mas que o momento de reunir os alunos para cantar é de diversão.

De acordo com José Carlos Pires, a lei ainda não prevê multa para as escolas que não aderirem à regra depois do período esperado de adaptação. “É uma questão de formação de escola e de cidadãos. Aquelas que ensinam o hino terão melhor conceito na sociedade.”


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