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Exportações fazem preço da carne bovina subir até 50% em Jundiaí

Guilherme Barros | 22/11/2019 | 05:00

A abertura repentina das exportações de carne bovina para o mercado chinês fez com que o preço da carne vermelha disparasse nos açougues e supermercados em todo o país. Em Jundiaí, os estabelecimentos especializados na venda relatam um aumento de até 50% no preço.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço da arroba do boi, índice registrado em 20 de novembro, era de R$ 203,30. No dia 13, para efeito de comparação, a arroba era vendida a 190,95.

“No meio do ano, a carne era negociada por volta de R$ 130. A verdade é que está faltando boi no mercado interno. No fim do ano há uma tendência de aumento justamente por ser uma época de festas em que há maior procura. Mas desse jeito nunca se viu”, detalha o funcionário de uma distribuidora de Jundiaí, Igor Couto.

Mesmo assim, ele tem segurado o repasse e diminuido a margem de lucro para não afastar o consumidor final. “Por se tratar de nossa loja física, que é voltada para quem compra em poucas quantidades, qualquer alteração para cima já impacta no cliente. Até 10 de dezembro, a gente consegue segurar, depois disso não temos previsão”, completa.

O valor registrado é o maior da série histórica, que teve início em 2001. “Juntou a abertura do mercado externo com o dólar a quase R$4,20. Era lógico que as grandes empresas iriam preferir vender para fora”, diz o proprietário de um açougue de Jundiaí, Francisco Bigotti. Semanas atrás, ele negociava o quilo parte traseira do bovino a R$ 12,40. Nesta semana, a R$ 18,70. “Na semana que vem vai bater os R$ 21”, enfatiza.

Quem trabalha com carne tem quebrado a cabeça. O proprietário de um restaurante no bairro Agapeama, Edmilson Aparecido, compra em média 30 quilos de carne por dia, entre aves, suínos e bovinos. Seu gasto é entre R$ 400 e R$500 diariamente. “O preço está um absurdo, nunca tinha visto coisa parecida. O negócio é ter que substituir por outras, como porco e frango, até peixe”, diz.

O preço do suíno também teve alta. Na última semana, o quilo médio do porco era negociado a R$ 7,90. Agora, está em R$ 9,50. Já a ave também teve um aumento, de 15%.

“A gente espera notícias ainda piores para o começo de 2020. Existe uma previsão do aumento da demanda ainda maior no mercado Chinês”, finaliza Francisco.

 

AUMENTO NO PRECO DA CARNE


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