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‘Família Acolhedora’ conta com 20 cadastros

SIMONE DE OLIVEIRA | 14/11/2019 | 07:00

O programa ‘Família Acolhedora’ completa dez anos de atividades e, para celebrar a data, um encontro está programado para a próxima semana com o objetivo de enfatizar os desafios do acolhimento familiar.

O serviço, ligado à Unidade de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS), é responsável pelo encaminhamento sigiloso de crianças recém-nascidas e adolescentes até 17 anos após o afastamento das famílias de origem por determinação do Judiciário.

Entre estes desafios, segundo a diretora de Proteção Social Especial da UGADS, Ariane Goim Rios, é o de captar mais famílias para participar do serviço e mostrar a elas a importância de acolher também adolescentes.

Outro ponto é que o serviço tenha autonomia para gerir vagas e encaminhar estas crianças e jovens às casas conforme o perfil. “Já protocolamos um pedido junto à Vara da Infância e Juventude para que possamos fazer esta distribuição. Até então, o juiz determinava o acolhimento e já fazia este trabalho. Agora poderemos ter mais acesso a isto e fazer esta distribuição”, diz.

Em uma década, o serviço já cadastrou 20 famílias acolhedoras, com cerca de 81 crianças e adolescentes acolhidas. Atualmente são oito crianças recebendo o carinho das famílias até que a situação junto à família biológica se resolva.

“Estas crianças foram separadas por ordem judicial e, até que esta situação se resolva, elas precisam ser abrigadas. Infelizmente, a maioria deseja ficar com bebês e recém-nascidos, porém, queremos incentivar que elas sintam a vontade de acolher os adolescentes também, porque todos merecem este carinho.”

Quem já teve a experiência de acolher uma criança sabe que o vinculo não é somente durante o período que está em casa, mas pode ser para toda a vida. É o que tem acontecido com a acolhedora Carmem Silva Abbate, de 55 anos, que desde 2016 já recebeu em sua casa quatro crianças.

Para ela, a experiência tem feito bem tanto para ela quanto para todos da casa. “Senti a necessidade de ajudar alguém e, quando soube do serviço, me inscrevi. O primeiro contato é mais difícil, porque é uma experiência nova. Depois vamos nos acostumando e sabendo lidar com sentimentos, sem deixar de amá-los e acolhê-los de fato”, diz Carmem, que agora acolhe mais um recém-nascido.

Durante o encontro da próxima semana, a assistente social Jane Valente fala sobre o que é ser um ‘acolhedor’.

O evento será no dia 22, às 8h30, na Cúria Diocesana. A palestra é aberta ao público, inclusive para famílias interessadas em se inscrever no serviço para o próximo ano.

SERVIÇO
A Cúria Diocesano fica na rua Engenheiro Roberto Mange, 400, Anhangabaú.

Os interessados devem se inscrever gratuitamente pela internet, no link https://midi.as/FamiliaAcolhedora


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