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Família Pomilio recebe homenagem do Itália Canta

DA REDAÇÃO | 19/07/2018 | 05:00

O Itália Canta de número 793 prestou homenagem à Família Pomilio. O quadro foi elaborado pelo saudoso Tobias Muzaiel e é uma parceria entre a Rádio Difusora e o Jornal de Jundiaí. A pesquisa histórica é feita por Rolando Giarolla. Andrea Pomilio nasceu em 10 de março de 1862 na cidade de Archi, província de Chieti, região de Abruzzo. Uma pequena cidade, ainda hoje montada no cume de uma montanha tendo o vale do rio Sangro no fundo. Chegou ao Brasil em 19 de novembro de 1886, aos 24 anos, juntamente com seu irmão Giuseppantonio Pomilio, então com 26 anos. Ambos solteiros aportaram no Rio de Janeiro no navio Mondego.

De lá vieram a São Paulo, passando pela Hospedaria de Imigrantes na Mooca, onde contam os registros. Como profissão consta “operário”. Deixaram na Itália o pai Domenico, a mãe Maria Ferrante, os irmãos Nicola e Francesco e as irmãs Concetta, Maria Vincenza e Rosa. Em Jundiaí e na capital, os Pomilio são descendentes de Andrea. Não há informação de descendência de Giuseppantonio que teria falecido ou ido para outro país, a depender de quem tinha alguma memória sobre ele.

Andrea fixou-se na Fazenda São Bento Jardim, no atual município de Vinhedo, então chamado de Rocinha, à época parte da comarca de Itatiba. É no cartório de Itatiba que se encontram os registros de nascimento e casamento dos filhos de Andrea. Diz-se que na fazenda inicialmente teve a função de feitor, uma vez que ainda vigorava a escravidão. Logo após a instalação na Rocinha, Andrea casou-se com Amália Capato Salvador. Tiveram 10 filhos, conforme certidão de óbito de Andrea. Alberto, o primogênito, nasceu em setembro de 1889. Em seguida vieram Benedicto, Maria, Rosa, Antonio, Christina, Concetta, Pedro e Palmira. Um último filho, José, não consta no registro, possivelmente por já ser falecido na época.

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Com o passar do tempo os filhos de Andrea espalharam-se: Alberto mudou-se para Jundiaí, indo morar no bairro da Colônia. O mesmo fizeram Benedito, Concetta e o patriarca Andrea. Pedro fixou-se no bairro da Lapa, em São Paulo. Antonio foi para o bairro da Mooca, e José para a Penha, também em São Paulo. Palmira mudou-se para Santo André. Rosa foi para Campinas. Cristina permaneceu em Vinhedo. Amália morreu em 1931, em Jundiaí. Andrea, passou a morar com o filho Pedro (o mais novo). Após o casamento e a mudança de Pedro para São Paulo, Andrea foi morar com Benedito. No final da vida morou com Alberto, vindo a falecer em 1945.

Alberto casou-se com Angela Caon em 1910. Tiveram 10 filhos, os primeiros nascidos ainda em Rocinha, os demais já em Jundiaí, para onde se mudaram em 1922. São eles: Helena,José, Idalina (Ida), Amália,Guiomar, André (Nini), Adelmo, Clotilde (Tilde), Aparecida, Francisco. Benedito também veio morar no bairro da Colônia, em Jundiaí, casou-se com Margarida Guisi, e tiveram os nove filhos: Guerino, Reynaldo, Primo, Irene, Lydia, Olga, Antenor (Nori), Antonio, Matilde. Pedro, o mais novo, morador da Lapa, casou-se ainda em Jundiaí com Palmira Baldin. Teve um filho, Ademir. Palmira casou-se em Jundiaí com Fermentio Carmonese e se mudaram para Santo André. Concetta casou-se com José Caon e tiveram cinco filhos: Adelaide, Guiomar, Carlos, Jurandir e Ana.

Foto: Arquivo/JJ

Foto: Arquivo/JJ


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