Jundiaí

Família vive no carro desde que foi despejada e precisa de ajuda


FAMILIA QUE MORA EM CARRO HELCI TAVARES FERRACINI FILHO REGINA APARECIDA PEREIRA MATHEUS PEREIRA
Crédito: Reprodução/Internet
“Eu preferiria morar numa casa, do que no carro. É mais confortável, quentinho, e eu ainda posso tomar banho”. A frase é do menino Matheus Ricardo Pereira Ferracini, de 9 anos, que há uma semana vive com os pais num veículo Parati, modelo antigo (bastante avariado), que está estacionado no fim da rua Escócia (rua sem saída), no Jardim Bonfiglioli, em Jundiaí. O pai, Helci Tavares Ferracini Filho, de 42 anos, precisou se instalar com a família na rua, depois de ser despejado da casa em que moravam, na Vila Santa Terezinha, em Várzea Paulista, por ter atrasado um mês de aluguel. Aliás, é justamente esse o maior drama da família. Eles precisam de uma casa para morar, mas que o aluguel seja por um valor baixo. Helci, que pega e vende latinhas e cuida de carros para “levantar uns trocados”, soma o que ganha com um benefício recebido pela esposa (de pouco mais de R$ 900) para sobreviver. Regina Aparecida Pereira, de 42 anos, recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) porque é cadeirante. O BPC faz parte da lei orgânica da Assistência Social (LOAS) e é a garantia de um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência que comprove não possuir meios de prover a própria manutenção. A caso da família ganhou repercussão nas redes sociais depois que uma amiga postou sobre o drama, nesta semana. Com isso a ajuda logo chegou. “Várias pessoas nos trouxeram alimento, roupas e até dinheiro. Tenho um amigo aqui na rua (é a mesma rua onde ele cuida de carros já há algum tempo), que também nos ajuda. É onde vamos usar o banheiro e vez ou outra tomamos banho. Por isso, nossa necessidade, hoje, é uma casa para alugar, que eu possa pagar com o que ganhamos. Não posso deixar minha esposa e meu filho morando nessas condições”, disse ele, que recebeu um convite para trabalhar em um supermercado e poderá até mesmo estar empregado na próxima semana. “Para isso eu preciso já ter uma casa para morar”, comentou. O garoto Preocupados, os pais dizem que não vão deixar o menino ser prejudicado sem estudo. “Já pleiteamos e conseguimos uma vaga numa escola aqui em Jundiaí, para ele. Mas tenho que ir em Várzea Paulista pegar os papéis da transferência, o que está complicado de fazer”, disse. Matheus disse que não vê a hora de voltar para a escola. Ele, que é sãopaulino de coração e na escola gosta de matemática, tem um sonho. “Quero ser juiz de direito”. Auxílio-moradia Helci Tavares disse que protocolou junto à Prefeitura, por mais de uma vez, pedido de auxílio-moradia, uma delas em razão de terem sido despejados de uma casa invadida na Rua 13 de Maio, um ano atrás. Antes de irem para Várzea, chegaram a morar debaixo de uma árvore na mesma rua. Um advogado público está cuidando do caso. A Prefeitura informou que ofereceu ajuda e que Helci não aceitou, e que não há registro de pedido para auxílio-moradia.   [caption id="attachment_71220" align="aligncenter" width="800"] F[/caption]

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