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Familiares comemoram a recuperação dos curados

KÁTIA APPOLINÁRIO | 14/05/2020 | 05:00

O aparecimento dos principais sintomas, a confirmação da doença por meio do teste e o medo de encarar uma Unidade Terapia Intensiva (UTI) é um cenário comum para os pacientes que testaram positivo para coronavírus. Contudo, o fim nem sempre é trágico. Nesta semana foram contabilizados 153 pacientes curados da doença entre os 318 contaminados em Jundiaí.

O operador de máquinas, Toni Eder Conceição Pereira, de 37 anos, não sabia o que esperar quando foi informado que a mãe Maria de Jesus Conceição Pereira, de 61 anos, havia entrado para o grupo de casos positivos. “Fiquei em estado de choque. Eu e meus irmãos não sabíamos o que fazer”, relembra.

Dona Maria tinha um bom histórico de saúde e para ela, os sintomas apareceram aos poucos, de maneira leve. “Levamos minha mãe até a UPA do bairro Varjão. Ela passou por vários exames e em um deles constou uma alteração no pulmão. Foi quando ela foi encaminhada para o São Vicente”, conta o filho.

Maria de Jesus ficou internada por treze dias, período em que a família só pode se comunicar e receber notícias através das ligações médicas diárias. “Só nos vimos via chamada de vídeo no Dia das Mães, mas graças a Deus nesta terça-feira (12) ela foi liberada e voltou para casa”, comemora.

A técnica de enfermagem Adriana Aparecida Soares, de 35 anos, também comemora a recuperação em isolamento domiciliar da avó Amélia Mariano Camacho, de 87 anos. “Ela já sofria com problemas respiratórios e fazia uso de oxigênio em casa mesmo antes de adquirir coronavírus. Como ela teve uma piora repentina, a levei no Pronto-Atendimento, que a encaminhou para o Hospital São Vicente”, conta.

A senhora, que carrega a força no nome, ficou internada por sete dias e em seguida, foi liberada. “Minha avó, mais uma vez, conseguiu se recuperar de uma doença tão grave. Costumo dizer que ela tem uma saúde de ferro”, compartilha.

Agora, tanto para a família da dona Maria, como para os entes queridos da dona Amélia, a fase é de cuidado e isolamento. “Minha avó ainda está no período de contágio, então deve ficar em isolamento por até 14 dias”, explica Adriana.

Maria de Jesus Conceição Pereira, de 61 anos, está curada após ficar internada por 13 dias com coronavírus

Amélia Mariano Camacho, de 87, foi liberada e agora está na companhia de sua neta para ficar em isolamento

 

 

 

 

 

 


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