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Famílias Pesce, Terzoni, Porcari e Caodaglio

| 04/10/2014 | 20:51

Família Pesce – No final do século 19, Arone Pesce, que era da cidade de Lotrania de Amantea, na província de Cosenza, na Calábria, começou a trabalhar como ferreiro, profissão que herdou do pai, que morreu na primeira guerra mundial. 

Com o falecimento de um irmão, Arone decidiu tentar a vida na argentina. O imigrante ficou neste país até 1891 e decidir vir para o Brasil, mais precisamente para Itatiba, onde várias famílias italianas já moravam. Em Itatiba, Arone Pesce fabricava ferraduras. Ele também ferrava animais de carga. O italiano abriu uma oficina onde fabricava portas e móveis.

Foi nesta cidade que Arone conheceu e casou-se com Emigidia Bueno da Cruz, filha de um fazendeiro. O casal teve 20 filhos. Os anos passaram e a família Pesce comprou uma máquina de beneficiar arroz. Arone, porém, deixou a empresa para um genro, José Luiz Pupo. Arone foi um dos fundadores da extinta Societá Giusepi Garibaldi.

Em 1936, ele se aposentou e trouxe a família para Jundiaí. Aqui, abriu uma loja de materiais de construção. Arone Pesce considerava o Brasil sua segunda pátria. Quando morreu, deixou a família com boas condições financeiras. A história da família foi enviada por Edna Pesce Peliciari.

Família Terzoni – Em 1953, a família Terzoni deixou a Lombardia, no norte da Itália, e imigrou para o Brasil. Luigi Terzoni cruzou o atlântico com o pai, Pietro; a mãe, Luigina Cerri, e dois irmãos, Giuseppina e Aldo. Luigi veio trabalhar na Vigorelli, em Jundiaí, onde ficou muitos anos. Depois foi para a General Eletric, onde trabalhou até se aposentar.

Em Jundiaí, Luigi Terzoni se casou com Ema Granhani. Em 2007, Aldo, outro irmão de Luigi, veio para o Brasil e foi morar em Campinas. Na Itália, ele trabalhava na prefeitura de Pavia. Aldo imigrou para o Brasil depois de se aposentar, pois percebeu que ganharia pouco e buscou uma vida melhor aqui. De Campinas, Aldo se mudou para Jundiaí.

Família Porcari – No dia 13 de abril de 1902, a família Porcari desembarcou no Porto de Santos. Apollonia Macera e o marido Luigi Porcari eram de Carpineto Romano, cidade medieval, distante 70 quilômetros de Roma. O casal trouxe os filhos Rinaldo, Constantino e Gugliemo, todos crianças. No Brasil, a família aumentou. Nasceram Domingos, Antônio e Luiza. Luigi era operário na Itália, mas no Brasil, trabalhou na lavoura.

A família foi trazida para Itatiba e passou a morar em uma fazenda. Depois, os Porcari seguiram para campinas e em agosto de 1928, Luigi comprou um sítio no bairro do Medeiros, onde começaram a plantar café. A família Porcari é uma das fundadoras deste bairro. A importância desta família é tanta que vários nomes de ruas da cidade receberam nomes dos descendentes de Luigi e Apollonia.

Família Caodaglio – Luigi Caodaglio veio para o Brasil em 1893, juntamente com a esposa, Ozetta Fosca e os filhos: Ricardo, Gil e Giulia. A família era de Villa Estense, da província de Pádova, e tinha também os filhos: Catarina, Marcelino, Armelinda, Júlio, Carlota, Maria, Helena, Leonildo, Vitório, Amadeu e Alcides.

Em Jundiaí, a família passou a morar no Centro, zm uma casa na avenida Dr. Cavalcanti. Algum tempo depois, os Caodaglio se mudaram para a rua Vitória, na ponte São João, que hoje é a rua Carlos Gomes. Em um bom pedaço de terra neste endereço, Luigi e os filhos plantavam de tudo. O patriarca também construiu uma olaria no local. Ricardo, filho de Luigi, se casou com Rosa Castelan.

Wlademir Caodaglio, que contou a história dos Caodaglio ao Itália Canta se casou com Diva Cecato. Este casal tem dois filhos: Luciana e Fernando. Wlademir se formou como projetista na escola Prjetec, em São Paulo. Trabalhou na Companhia Paulista e também na Ideal Standard e Pozzani. Depois que se aposentou, Wlademir deu aula de desenho no Senai e hoje, nas horas vagas, trabalha como projetista.

 


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