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Febre maculosa: Samu atendia duas ocorrências no momento do chamado

Ana Paula Bardella | 15/03/2019 | 08:41

Internada desde sábado (9) no Hospital Universitário com suspeita de febre maculosa, a adolescente de 14 anos moradora do bairro Eloy Chaves, foi socorrida por vizinhos. A família reclama do atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que teria demorado quase sete horas para atender ao chamado. Em coma induzido e em diálise, o quadro de saúde da garota segue estável e a doença ainda não foi confirmada.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Jundiaí, o Samu esclarece que a solicitação entrou para o a equipe às 10h53, com chamado acolhido, triado a partir das informações passadas pelos familiares: “quadro de mal-estar, dor no corpo e febre, ou seja, sintomas inespecíficos, e classificado pelo protocolo que é seguido para atendimento do Samu”. “É necessário ressaltar que o atendimento ao caso seguiu à risca o protocolo de normas e rotinas do Samu”, diz a nota. Após o acolhimento e identificação do chamado, as solicitações são julgadas pelo médico regulador que classifica o nível de urgência de cada uma e define qual o recurso necessário para seu adequado atendimento, podendo envolver desde um simples conselho médico até o envio de uma Unidade de Suporte Avançado de Vida ao local ou, inclusive, o acionamento de outros meios de apoio, se julgar necessário.

De acordo com o Samu, no momento do chamado todas as viaturas estavam prestando atendimento, inclusive a Unidade de Suporte Avançado de Vida, que atendeu pela manhã e começo da tarde de sábado (9). Foram atendidas duas ocorrências gravíssimas, sendo uma delas acidente envolvendo um carro e um ônibus, no qual vitimou quatro pessoas, sendo duas crianças e dois adultos, um deles foi entubado e levado em estado grave para o Hospital São Vicente. A nota não esclarece se o acidente foi em ruas da cidade ou em rodovias. Segundo o Samu, o volume de atendimentos neste sábado foi 66% acima do normal.

Por mês, realizam 2,5 mil regulações e 1,5 mil atendimentos. O sistema opera em Jundiaí com quatro viaturas de Suporte Básico de Vida durante o período das 7h às 19h, e no período das 19h às 7h com três viaturas de Suporte Básico de Vida, além da Unidade de Suporte Avançado de Vida que trabalha em período integral.

Segundo a nota, às 15h15, o solicitante entrou em contato, novamente, e informou que a paciente foi encaminhada de meios próprios. A adolescente de 14 anos teve de ser conduzida ao estado de coma e estava fazendo diálise por conta de os rins terem parados. Segundo o Hospital Universitário, a família não autorizou a divulgação do estado de saúde da garota nesta quinta-feira (14.

CARRAPATO
Com a suspeita de febre maculosa, vários leitores entraram em contato com o Jornal de Jundiaí reclamando das capivaras existentes no Parque Botânico do Eloy Chaves. A Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) informa que os parques e jardins botânicos da cidade de Jundiaí são monitorados pelas equipes em relação à presença e concentração de carrapatos do gênero Amblyomma para avaliação do risco epidemiológico de transmissão de febre maculosa brasileira.

Segundo o órgão, a ocorrência de carrapatos em áreas onde há animais silvestres é comum e vem se tornando um sério problema nos centros urbanos brasileiros. Dessa forma, os órgãos ambientais vêm estudando formas para minimizar o impacto ambiental promovido pela ação dos próprios seres humanos.

Em Jundiaí, a UVZ realiza a pesquisa acarológica através da técnica do gelo seco e identifica as áreas com a presença dos aracnídeos. Em função deste trabalho, por exemplo, o Jardim Japonês do Parque da Cidade foi interditado por um período no ano de 2018. Além dessa pesquisa, a UVZ investiga os casos suspeitos e confirmados da doença e realiza rastreamentos epidemiológicos para identificar os locais prováveis de infecção.

Como medidas preventivas, a orientação é que todos os que visitem áreas verdes verifiquem previamente se há carrapatos no local. Trilhas, parques, jardins e matas são locais que frequentemente abrigam carrapatos. Usar roupas claras e compridas para visualizar possíveis carrapatos. Caso esteja parasitado, retirar o carrapato torcendo-o 2 a 3 vezes antes de puxá-lo, evitando que regurgite seu conteúdo digestivo. Estar atento a sintomas como febre, dor no corpo, mal-estar, falta de apetite, manchas na pele, vômitos e diarreia, comuns na ocorrência da doença.

 
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