Jundiaí

Fechamento de canil reacende discussão de compra de animais


FALTA DE AGUA PARA OS CACHORROS DA UIPA
Crédito: Reprodução/Internet
Após a ativista Luisa Mell resgatar 1.700 animais de um canil na cidade de Piedade, no interior de São Paulo, na semana passada, foi reaberta a discussão sobre venda e adoção de animais. Principalmente após a Petz, grande rede de produtos para animais de estimação, anunciar que não iria mais vender animais em suas lojas. Parte da polêmica surgiu porque a rede comprava os animais do canil onde foi feito o resgate. Sergio Zimerman, presidente da empresa, diz que tomou a decisão após ser informado que o processo com os demais parceiros era 99% seguro, sem chances de ocorrer novos episódios de maus-tratos. "Ocorre que 99% não são 100%. E se há a menor possibilidade de isso acontecer de novo, então não serve", afirma. A Petz vendia filhotes desde a inauguração, há 16 anos. Segundo Zimerman, o objetivo era garantir o bem-estar animal e combater o comércio irregular. No entanto, as denúncias de maus-tratos que vieram à tona com a operação em Piedade levaram a empresa a reavaliar e suspender esse tipo de comércio. Em contrapartida aos canis irregulares, existem as ONGs que resgatam animais de rua e fazem campanhas de adoção para que as pessoas deixem de comprar cães e gatos e adotem, uma vez que existem muitos animais nas ruas que precisam de cuidados. A proprietária da ONG Salva Pet, Denilse Nicola, é contra a venda de animais. “Como vivemos num país capitalista, tudo gira em torno do dinheiro. Nem todos se importam com o bem-estar dos animais. Não sou a favor da venda por causa dos animais de rua, mas não tenho nada contra os canis regulares. O problema são os irregulares. A fiscalização deveria ser maior”, explica. A ONG abriga hoje 170 animais e segundo Denilse, realiza atendimento a baixo custo para os animais adotados. A estudante Juliana Prado Chene, 20 anos, também defenda a adoção. “Eu sou a favor da adoção de animais e não aprovo a compra, porque muitos locais que vendem cachorros, como grandes lojas e pet shops, compram de canis irregulares que maltratam os animais. Acho isso errado, pois eles estão lidando com vidas e não com simples produtos”, argumenta. CUIDADOS O veterinário Lincon França alerta sobre o cuidado que as pessoas devem ter ao comprar um animal, para saber se o canil é confiável. “O canil tem que ser registrado no Conselho Nacional de Medicina Veterinária. Além disso, precisa ter um veterinário responsável, que verifica a saúde dos animais, principalmente das fêmeas que procriam”, diz. “Outro fator muito importante é a dose de medicamentos necessários como vermífugos, remédios anti-pulga e ainda os tratos aos animais como água, alimentação e higienização do local”, completa. FALTA DE AGUA PARA OS CACHORROS DA UIPA

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