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Feijão-carioca já é vendido a mais de R$ 10 em Jundiaí

COLABORAÇÃO DE FELIPE CARDOSO | 19/02/2019 | 05:05

Um dos alimentos preferidos dos brasileiros, o feijão foi um itens responsáveis pela alta de 0,32% no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) no mês de janeiro, segundo o IBGE. De acordo com o IPCA, o quilo do produto sofreu reajuste de 24,31% em relação a dezembro de 2018.

Em Jundiaí, o feijão-carioca é vendido em alguns supermercados por R$ 10,05 enquanto o feijão-preto, por R$ 7,79. O aumento no valor do produto faz com que os consumidores pensem duas vezes antes de fazer a compra. “O feijão está na minha lista hoje, mas eu não sabia do valor. Não vou levar. Vou aproveitar o pouco que tenho na minha casa e esperar as próximas semanas para ver se o valor baixa”, disse a funcionária pública Marialva Bento.

Para manter a rotina de compras que sempre teve, Marialva, assim como muitas pessoas, terá de replanejar os costumes de consumo em sua casa. “Venho ao mercado praticamente de quinze em quinze dias mas agora com os preços dos produtos subindo, vai ficar difícil manter a mesma rotina. O feijão quase dobrou de valor”, analisa. Em algumas cidades, como Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, o quilo do produto chega a R$ 11,90.

Alguns motivos da alta são a diminuição da área de plantio e o encarecimento da saca devido à estiagem nas regiões Sul e Sudeste, que são as maiores produtoras. Na semana passada, a saca chegou a custar R$ 400, valor mais alto registrado desde julho de 2016. Naquele ano, o produto subiu 39% e os preços passaram de R$ 10. “A situação é grave. Não temos feijão suficiente para atender à demanda”, afirma Marcelo Lüders, presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses).

De acordo com o economista Guilherme Nasser, só o Brasil produz essa variedade do produto. “Dependemos da safra local, sem muitas possibilidades de importação, como o arroz, por exemplo”, diz.
Os aumentos devem continuar até o mês de abril, quando entra a segunda safra. A dica agora é optar pelo feijão-fradinho, já que o feijão-preto também deve ficar mais caro. Outra alternativa para economizar na cozinha é substituir o feijão. “Grão de bico, ervilha e lentilha são boas opções de leguminosas para a substituição do feijão”, ensina a nutricionista Paula Baggio.

Levando em consideração os minerais encontrados no feijão, alimentos ricos em ferro são os mais indicados na hora da refeição. “Vegetais verdes escuros como espinafre, brócolis ou couve, cogumelos e tofu também são ótimas opções porque contém proteínas de origem vegetal, zinco e magnésio”, explica a nutricionista.

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