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Feijão e batata lideram alta nos preços da cesta

Márcia Mazzei | 25/06/2020 | 06:00

Os preços dos alimentos básicos que compõe a cesta básica custou para o jundiaiense R$ 556,36 no mês de maio e, apesar de a variação de preço ter sido apenas de 0,02% em comparação ao mês anterior, o valor pesou no bolso. A média do cálculo feita pelo economista Mariland Righi tomou por base dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Caroline Ochanha reclama da alta dos preços de produtos básicos da cesta

Aparentemente o cenário está favorável para o brasileiro, mas o consumidor tem sentido a diferença no bolso. Muitos se queixam do aumento de alguns alimentos específicos. É o que percebe a auxiliar de enfermagem, Caroline Ochanha, 37 anos. Ela reclama da alta em produtos que a maioria consome diariamente, como o feijão, açúcar e pó de café. “O que mais preocupa é que são alimentos básicos que consumimos diariamente e que não dá para substituir”, lamenta.

Substituição foi a solução encontrada pela nutricionista Andrea Moraes para diminuir os impactos no orçamento

Alguns itens, como a batata, tem têm pesado no orçamento do jundiaiense. Para manter as contas equilibradas, a nutricionista Andrea Moraes, 40 anos, optou pela substituição. “Com um reajuste de 50%, não me restou outra saída. O problema que a batata não é o único alimento básico que teve aumento desde que a quarentena começou”, revela.

Mesmo com o aumento, Claudinei Marques não repassou para os clientes

No caso do comerciante Claudinei Santos Marques, de 38 anos, a situação é ainda mais preocupante. Proprietário de uma casa de pastel e esfirras, ele notou o aumento de 30% nos preços do trigo e da carne, dois dos alimentos que utiliza no preparo de seus produtos. “Eu não repassei para os clientes e tenho buscado pesquisar nos atacarejos”.

EM ALTA

Em um ano, os produtos que mais impactaram no preço da cesta básica foram óleo de soja, açúcar, tomate, feijão, banana e a própria batata. A carne bovina de primeira, por outro lado, teve redução. Com o impacto na cesta básica, o Dieese calcula que o valor do salário mínimo para manter uma família de quatro pessoas em janeiro de 2020 deveria ser de R$ 4.347,61.

Segundo a economista do Dieese, Patrícia Costa, a alta no preço do feijão carioquinha, por exemplo, ocorreu devido a problemas climáticos fazendo a oferta do grão de qualidade. “Esta é uma variante que pode não interferir em uma possível alta da cesta básica nos próximos meses”.

O economista Mariland Righi descarta que esta variação possa se sustentar por muitos meses. “O que preocupa é esta redução e até o corte total da renda do brasileiro por conta da pandemia. Esta sim é uma situação que preocupa, mas com a reabertura de alguns segmentos podemos voltar a reaquecer a economia”.


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