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Fila para gastroplastia possui 173 pessoas em Jundiaí

VINÍCIUS SCARTON | 22/07/2018 | 03:00

Em Jundiaí, 173 pessoas estão aguardando na fila de espera para a realização de cirurgias bariátricas, sendo que desde junho de 2017 apenas seis pacientes foram agendados no Ambulatório de Gastrocirurgia – Obesidade Severa da Unicamp, de acordo com a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS). A princípio, os pacientes encaminhados passam por um acompanhamento médico multidisciplinar, composto por nutricionistas e psicólogos, condição básica para que a entrada na fila de espera seja aprovada. A coordenadora pedagógica Irene Caroline (nome fictício), de 40 anos, frequentou durante cinco meses as reuniões do Grupo de Apoio ao Paciente Obeso (GAPO), na Sobam, uma espécie de programa semelhante para preparar-se para a cirurgia. “Quando entrei no GAPO, fui orientada por um psicólogo. Seria um processo que levaria, em média, 2 anos, até chegar à cirurgia bariátrica”, conta Irene.

Há três anos, a esteticista Kátia Cibele Galdeano, de 35 anos, optou por realizar o procedimento em uma clínica particular, após ter ganhado peso devido à retirada de um tumor. “Desregulada, eu era ansiosa e descontava na comida. Tentei remédios inibidores, mas quando parava de tomar, os quilos voltavam em dobro. Eu não conseguia mais amarrar um tênis”, alega. Assim como Kátia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, um a cada 10 mil obesos optam pela gastroplastia em busca de qualidade de vida. A cirurgia bariática é indicada nos casos em que é constatada obesidade extrema. “São casos em que o índice de massa corporal (IMC) é superior a 40Kg/m2 e que se mostraram resistentes a outros tratamentos, como dietas, atividades físicas, medicamentos e psicoterapia. Pacientes que apresentam doenças graves associadas à obesidade, como hipertensão, diabetes e apneia do sono, também podem realizar”, esclarece a Doutora Luci Hiramatsu Kimura, de 42 anos, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

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Mas é preciso conhecer os prós e contras de cada procedimento. “Com a cirurgia pode-se ter uma perda média de 35 a 40% do peso pré-operatório, aumenta a perspectiva de sobrevida e podem ser reduzidas em até 81% as chances de câncer no útero. Porém, gera deficiências nutricionais por má absorção e necessidade de suplementação contínua e pode desencadear distúrbios psicológicos ou psiquiátricos, como depressão, anorexia, suicídio e alcoolismo”, alerta a endocrinologista. O empresário Diego Henrique Delfino, de 25 anos, e a assitente financeira Beatriz Jobstraibizer, de 27, são casados e juntos optaram por entrar na luta contra a balança. “Meus quadros de apneia eram gravíssimos e, por isso, meu médico me recomendou a cirurgia”, conta Diego, hoje com 44 quilos a menos. Beatriz recorreu ao procedimento devido a seus problemas respiratórios e não se arrepende. “Cheguei a pesar 105 quilos e atualmente estou com 76. Posso dizer que hoje sou uma pessoa extremamente saudável, com uma autoestima que nunca tive antes, e espero poder melhorar a cada dia”, relata.

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí


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