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Filas grandes aglomeram pessoas

Nathália Sousa | 09/04/2020 | 05:00

Sem a totalidade das pessoas adeptas aos serviços digitais oferecidos pelos bancos, algumas transações ainda precisam ser feitas presencialmente, mesmo com as recomendações de isolamento para evitar aglomerações. O resultado são filas nas portas dos bancos e das lotéricas ao longo do dia, principalmente para pagamento de contas ou para tirar dúvidas quanto ao saque do valor de R$ 600 referente ao coronavoucher, pagamento do auxílio emergencial do governo.

Silvane Batista dos Santos, de 38 anos, vai à Caixa para fazer depósitos e saques. Mesmo evitando as saídas, ela conta que depois de utilizar os terminais de autoatendimento sempre higieniza as mãos, a fim de evitar a infecção do coronavírus. “O que dá para fazer pela internet, eu prefiro, em vez de vir aqui”, admite ela.
Já Francisca Ribeiro, de 53 anos, foi até uma agência bancária para ajudar a tia aposentada. Ela também adota medidas como o uso de luvas e máscara para se prevenir do coronavírus. “A gente evita vir. Eu uso site, mas minha tia não”, diz Francisca.

Nas lotéricas há mais movimento que nas agências bancárias em geral. As filas que vão para o lado de fora se estendem por alguns metros e o serviço mais procurado ainda é o pagamento de contas.

Aos 55 anos, Carlos Kalinsqui, mora na área rural e evita ir à lotérica, mas precisou pagar carnês ontem. “Não uso site, prefiro pagar assim para não dar problema”, admite.

Outra usuária dos serviços presenciais das lotéricas é Lídia Quintilhano da Guerra, de 50 anos. Ela conta que está evitando as idas ao local, mas que precisa pagar contas e evita o uso de serviços via internet. “Não uso, não gosto de nada on-line”, conta. Lídia, no entanto, diz tomar cuidado quando frequenta locais públicos como as lotéricas.

Ao contrário de Lídia, Willian Cléber de Godoi, de 38 anos, conta que prefere fazer tudo on-line. Das transferências aos pagamentos de contas. Como correntista da Caixa e usuário do aplicativo do banco, ele diz que há facilidade nos serviços digitais. “Eu tinha medo no começo, mas hoje em dia não dá mais medo não. É tudo on-line.”

BANCOS
Para àqueles que ainda preferem as agências, é bom ficar atento às mudanças de horários. No final de março as unidades começaram a abrir das 9h às 10h apenas para idosos, gestantes e pessoas com deficiência. Já o público geral é atendido das 10h às 14h. Em Jundiaí, algumas agências localizadas nos bairros foram fechadas, entre elas, o Santander da Ponte São João, da Vila Hortolândia e da Vila Rami. Já o Itaú fechou as agências da Nove de Julho, próximo ao Sesi, do Jundiaí Shopping, da Vila Hortolândia, do Caxambu e o Personalité da Rangel Pestana.

No site das lotéricas, o loteriasonline.caixa.gov.br, é possível fazer apostas que totalizem valor acima de R$ 30. Já no site e nos aplicativos da Caixa Econômica Federal há disponibilidade de serviços como transferências, pagamento de contas, investimentos e recargas de celular. Mesmo assim, um saque, por exemplo, é feito presencialmente e esse serviço deve aumentar nos próximos dias.


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