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Fórum debate evasão escolar em Jundiaí

ISABELA CRISTÓFARO | 06/04/2019 | 05:01

O Centro Comunitário São Francisco de Assis, da Cáritas Diocesana de Jundiaí, recebeu na manhã de ontem (5), o Fórum de Evasão Escolar.
Profissionais da educação, entidades sociais, sociedade civil, Conselho Tutelar, Conselho Municipal em Defesa da Criança e do Adolescente (CMDCA), Guarda Municipal e Polícia Militar se reuniram para discutir a evasão escolar. A finalidade é minimizar a situação na região do Vetor Oeste da cidade, que compreende três bairros: o Residencial Jundiaí, Almerinda Chaves e Jardim Novo Horizonte.
Maria Rosângela Moretti, coordenadora da Cáritas Diocesana, faz parte da Rede Assistencial do Jardim Novo Horizonte que há um ano discute o assunto em conjunto com setores de saúde, educação e esportes de Jundiaí. “Nossa preocupação é alinhar a temática com diversos segmentos da sociedade”, afirma.
Entre as propostas para amenizar o problema, Rosângela destaca o fortalecimento da Rede para acompanhar os motivos da evasão e também das frequências irregulares.
Segundo a coordenadora, verificar a dinâmica familiar e fortalecer os seus vínculos pode ser uma das alternativas. Também é importante discutir o tema com alunos a fim de saber qual é a visão deles sobre o assunto.
“A questão da evasão escolar é multifacetária e um trabalho isolado não repercute. Por isso nosso objetivo maior é fortalecer essa Rede e ter um olhar intersetorial com esporte, saúde e também educação”, afirma.
Desinteresse pela escola, desestrutura familiar e também a necessidade do jovem ingressar no mercado de trabalho são fatores que motivam a evasão, de acordo com Maria Cristina Castilho, presidente da Casa da Fonte. A instituição é voltada ao atendimento socioeducacional do Vetor Oeste e que atende hoje 200 alunos de 7 a 17 anos, um dos fatores que motivam a evasão
“Vejo a ocupação no contraturno escolar como uma saída”, diz. “Muitas vezes o aluno não está alfabetizado e é colocado em uma sala que contém um grande número de alunos”, complementa.
Os jovens que frequentam a Casa da Fonte, além de participarem dos cursos e do reforço que a instituição oferece, são acompanhados no que diz respeito a frequência escolar.
“Priorizamos essa questão da escola e por isso também estamos atentos aos trabalhos realizados nas escolas ao entorno no bairro, sejam elas municipais ou estaduais”, diz Maria Cristina.
Caso o aluno não esteja comprometido, e os níveis de aproveitamento e frequência sejam baixos, ele perde a vaga nos cursos oferecidos na instituição.
Além dos 200 alunos em idade escolar, que têm a possibilidade de conhecer mais a fundo as áreas das artes, música, literatura, informática e idiomas, a Casa da Fonte também atende maiores de idade com cursos profissionalizantes como tapeçaria e curso de cabeleireiro. Ao total são 120 pessoas atendidas.

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