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Fuga de animais de estimação está ligada à falta de atenção

FELIPE TOREZIM | 10/04/2018 | 06:30

Correr, brincar, jogar bolinha, passear, cuidar, dar e receber carinho. Essa é a rotina de quem tem animais de estimação. E que, para a professora Simone Mantovani, de 48 anos, foi interrompida há cerca de um ano e meio, quando suas duas cadelas fugiram após uma distração na hora de lavar o quintal.

“Minha mãe estava lavando o quintal e, em determinado momento, abriu para enxugar o chão. Elas ouviram e saíram correndo muito rápido para a rua e sumiram”, recorda Simone.

Simone, com a filha Olívia e a mãe: Depois da fuga de Duda (branca e preta) os cuidados com as cadelas foram redobrados. Foto: Alessandro Rosman

Simone, com a filha Olívia e a mãe: Depois da fuga de Duda (branca e preta) os cuidados com as cadelas foram redobrados. Foto: Alessandro Rosman

A professora conta que saíram pelo bairro para procurar e também colocaram nas redes sociais. “Recebemos diversas informações do paradeiro das duas”, lembra. “No final do dia achamos apenas uma, a Duda, próximo a um parque perto de casa. A Meg nunca mais achamos, mas rezamos para que alguém bondoso tenha achado ela”, completa Simone, que descreveu o momento do reencontro como emocionante. “Hoje em dia temos três cachorros e a atenção é redobrada. Mantemos o portão sempre trancado e estamos de olho neles sempre. Não queremos passar por um momento doloroso como esse novamente.”

A diretora do Departamento do Bem-Estar Animal (Debea), Alessandra Benedetti, explica que a fuga está sempre ligada à falta de cuidado ou atenção. “É necessário sempre saber onde o animal está para evitar surpresas. Deve haver muito cuidado com portões abertos, como no momento de tirar o carro da garagem, por exemplo”. “Uma dica importante também é colocar coleira com uma plaqueta que identifique o animal com nome, nome do dono e telefone para contato”, completa Alessandra.

Primeiro contato
Em muitas oportunidades, ao avistar um animal perdido, surge a dúvida de como ajudar. A diretora do Debea explica que a abordagem deve variar para cada animal. “Os gatos são mais ariscos, por isso é preciso usar uma gatoeira. Mas com os cachorros o ideal é tentar a aproximação lenta, agachar e passar confiança, oferecer comida e ter paciência para ele se acostumar e entender que ninguém fará mal a ele”, comenta.

O Debea, desde 2011, trabalha com o processo de chipagem nos animais que passam por castração. Alessandra estima que, cerca de 12 mil animais estão equipados e podem ser reconhecidos através da leitura do chip – que pode ser lido na sede da instituição, na rua Abraão Farrão, nº 8, Chácara São Francisco. Com isso, o animal pode ser devolvido ao seu dono.


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