Jundiaí

Gastos com saúde no AUJ ultrapassam os R$ 220 milhões

T_Hospital Cabreúva - fachada
Crédito: Reprodução/Internet
O investimento total voltado para os hospitais públicos das sete cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí ultrapassa R$ 220 milhões anuais. O Hospital São Vicente de Paulo, instituição de alta complexidade que atende não apenas os munícipes de Jundiaí, como também de outras cidades da região, conta com um orçamento mensal de R$ 200 milhões, sendo R$ 160 milhões provenientes de repasse da Prefeitura de Jundiaí. "De 2017 para cá nós aumentamos em 25% o número de atendimentos. Em 2016 nós fazíamos uma média de 1.100 internações por mês e hoje nós fazemos por volta de 1.450. Na época, uma internação custava R$9.500 e hoje está em torno de R$6.500", explica o superintendente do HSV, Matheus Gomes, reforçando que essa otimização no atendimento é resultado de uma boa gestão de fluxo. Gestão esta, que possibilitou a redução do tempo de permanência no hospital de 6 para 4 dias. "Isso equivale à criação de 50 novos leitos com a mesma estrutura. Com isso, conseguimos atender 350 pacientes a mais sem superlotação", completa Gomes. O Hospital Universitário (HU), por sua vez, conta com um repasse mensal de R$ 5,8 milhões da Prefeitura de Jundiaí, convênio com a Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) e outros projetos. "Com estas parcerias a instituição consegue se manter sem carências", afirma Asimar Cardoso, diretor administrativo do HU ao lembrar que em 2019 foram realizados 100 mil atendimentos no pronto-socorro e 1,6 mil internações por mês. NO AUJ Em Várzea Paulista, o investimento para o funcionamento do Hospital Municipal e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é de R$1,1 milhão, contudo, a unidade sofre com a falta de especialistas. Por conta disso, há fila para a realização de exames, e os partos são encaminhados para os hospitais das cidades vizinhas. Já o Hospital de Clínicas de Campo Limpo Paulista, atende os partos de baixo risco encaminhados das cidades de Várzea Paulista e de Jarinu. Mensalmente é demandado um orçamento médio de R$ 2,6 milhões que é revertido em insumos indispensáveis para o funcionamento do hospital. Jarinu, por sua vez, não possui hospitais disponíveis para a população, mas conta com um pronto atendimento 24h voltado para casos urgentes. Os munícipes que tenham a necessitar de consultas com especialistas devem agendar com antecedência e aguardar a liberação de vagas pela central reguladora do SUS. O Hospital Municipal Nossa Senhora Aparecida, localizado na cidade de Itupeva, realiza uma série de melhorias como berços aquecidos, carrinhos de anestesia para cirurgias eletivas, suportes de soro e ventiladores pulmonares. Entretanto, a unidade não informou os gastos mensais até o fechamento. SANTAS CASAS Dentre as sete cidades do AUJ, duas possuem Santas Casas: Cabreúva e Louveira. Por serem hospitais de baixa complexidade, as Santas Casas recebem orçamentos que variam de acordo com a demanda de atendimentos. A unidade de Cabreúva, que é referência em partos humanizados na região, recebeu no último ano o montante de R$10 milhões, o que significa uma média de R$ 830 mil mensais. A direção da Santa Casa de Louveira não se pronunciou até o fechamento desta edição.

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