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Jundiaí tem 953 leitos para atendimento

Édi Gomes | 22/03/2020 | 11:18

Com o a progressão do coronavírus (covid-19) no País e a sua chegada em Jundiaí, com dois pacientes positivados, o enfrentamento é eminente. A cidade sede do Aglomerado Urbano é a referência quando se procura, principalmente, a rede de saúde. As primeiras medidas foram a suspensão de aulas, convocação dos funcionários da saúde e a insistência para o início do isolamento social. Agora, com a presença do covid-19 na cidade, deixa de ser teoria e as ações de combate se tornaram uma realidade. A principal dúvida é se a cidade tem estrutura para esta batalha, com instalações e equipamentos?

Tiago Texera, gestor da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) afirma que Jundiaí conta com os hospitais públicos de referência em alta complexidade para a região. “Desde o início dos alertas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Prefeitura de Jundiaí tem feito capacitações, treinamentos, unificando protocolos de atendimento a partir das normativas do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde”, diz.

Segundo ele, entre hospitais públicos e privados, a cidade conta com 953 leitos, sendo 117 de UTI Adulto (sendo 68 do SUS), 31 de UTI Infantil e 56 UTI Neonatal. “É importante salientar que, sem a parceria da população para evitar a contaminação, o sistema público nacional ficará sobrecarregado. Por isso, Jundiaí adotou, a partir do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC), medidas de redução do fluxo de pessoas no sentido de evitar a circulação do vírus, e consequentemente, a contaminação de mais pessoas”, alerta Texera.

Ele garante que o Plano de Enfrentamento ao Coronavírus foi desenhado e alinhado com os equipamentos para o atendimento da população, nos vários cenários possíveis. Hoje o cenário da gestão dos leitos de UTI disponibilizados pelo Hospital Regional (16) mais leitos de retaguarda (uma ala completa), será feita pelo Hospital São Vicente de Paulo, numa parceria estabelecida entre os complexos hospitalares.

“Jundiaí conta com 103 equipamentos de ventilação mecânica para assistência ao adulto. Em cenários estudados para a cidade, em leitos SUS, para uma população de 61 mil idosos – público vulnerável -, Jundiaí necessitaria de quatro leitos de UTI exclusivos para o atendimento, no caso de 1% dos usuários do sistema público seja acometido pela doença”, pontua.

Um outro cenário, já divulgado na coletiva de imprensa em 13 de março, também tem como base ampliação de casos para 5% dessa mesma possível população de Jundiaí, precisaria de sete leitos. Porém, Jundiaí tem um público estimado em 1 milhão somando a população das cidades da Aglomeração Urbana.

“Para atender toda a necessidade de atendimento destes pacientes vulneráveis da região de saúde, seriam necessário o dobro de leitos dedicados, quantidade também prevista no plano. Porém, é necessário levar em consideração o tempo de internação de cada paciente grave, que é variável, podendo chegar a até 21 dias, segundo registros em outros países”, comenta.

Para ele, o isolamento social é de suma importância, como foi exaustivamente frisado por autoridades de todos os poderes, além da classe médica. “É necessário evitar as contaminações, pois os estudos ainda são muito recentes, para um vírus com quatro meses de circulação e registro em quase todos os países”, argumenta o gestor, que lembrou que na reunião dos representantes das cidades do Aglomerado (Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Louveira, Jarinu e Louveira), foi falado da importância da contenção da doença e não necessitar usar outros espaços,

TIAGO TEXERA
GESTOR DE SAUDE DE JUNDIAI


Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/gestor-da-saude-garante-que-jundiai-tem-953-leitos/
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