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Gestor de Finanças, Parimoschi prevê o fim do ‘aperto’ para meados de 2019 em Jundiaí

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI - bmangieri@jj.com.br | 01/03/2018 | 04:49

Durante a audiência pública que aconteceu na manhã de ontem na Câmara de Jundiaí (com o plenário quase vazio), para apresentar as metas fiscais do 3º quadrimestre de 2017, o gestor da Unidade de Governo e Finanças (UGGF), José Antonio Parimoschi, afirmou que o ajuste fiscal (ou “aperto nas contas públicas”) implementado pelo governo Luiz Fernando Machado (PSDB) deve terminar no segundo semestre de 2019. “Se tudo der certo”, disse ele. Diante do relatório apresentado (disponível no Portal da Transparência do município), Parimoschi afirmou que o equilíbrio nas contas do município está evidente. “Limitamos as despesas para caber dentro da receita e interrompemos a rota sistemática que existia de se gastar mais do que se recebia. Isso reduziu a nossa capacidade de investimento a pó”, criticou.

Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí

Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí

Economia

Os dados apresentados pelo gestor mostram que, em 2016, enquanto a prefeitura arrecadou R$ 563,4 milhões, os gastos foram de R$ 630,7 milhões. Já em 2017, o gráfico mostra um equilíbrio entre receitas e despesas. Enquanto a arrecadação foi de R$ 649,8 milhões, os gastos foram de R$ 662 milhões. “As receitas cresceram 15,3%, enquanto as despesas cresceram apenas 4,9% em relação a 2016”, acrescentou Parimoschi. “No passo que estamos, o ajuste fical será concluído no primeiro semestre do ano que vem”.

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Receitas

A arrecadação, foi visivelmente menor em relação à meta estipulada para o exercício de 2017. O objetivo era obter uma receita R$ 2,193 bilhões, mas apenas 88% deste montante entrou no cofre. “A meta era muito otimista”, afirmou o gestor. A maior parte da receita do município veio do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que contribuiu com quase R$ 513 milhões. Diante deste cenário, Parimoschi afirmou que houve um esforço maior da administração para ficar abaixo da meta de despesas, de forma a equilibrar as contas. Segundo os dados, foram gastos 81,4% da meta, que era de R$ 2,1 bilhões. Os gastos com urbanização e a administração foram os que mais caíram. “Gastamos apenas 63,6% da meta com urbanismo e 70,5% da meta com a administração, resultado da revisão de contratos na zeladoria e da redução do quadro de funcionários da prefeitura”, explicou o gestor. Foram reduzidos 480 cargos na comparação com o quadro de servidores de 2016. “Esta foi a única forma que encontramos de abaixar as despesas com pessoal, que representam 44% dos gastos da prefeitura”, completou.

 


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