Jundiaí

GM faz reunião com motociclistas e fala de ações para conter cerol


REUNIAO GUARDA MUNICIPAL E MOTOCLUBE SOBRE CEROL DA ESQ PARA DIR GM CRISTIANO CAMARGO MANOEL PUPO JOSE ROBERTO BONI GM KENNEDY MANCANO
Crédito: Reprodução/Internet
Uma reunião convocada por Manoel Pupo, presidente do Motoclube Rota Brasil, atingido por uma linha com cerol durante o final de semana, sofrendo lesão no pescoço e tendo sua jaqueta rasgada, ocorreu na manhã de ontem, na sede da Guarda Municipal. Estiveram presentes, além de Pupo, José Roberto Boni, também membro do motoclube, o Comandante Sandro Villas Boas e os Guardas Municipais Cristiano Camargo e Kennedy Mangano. O principal objetivo da conversa foi determinar como os motociclistas podem denunciar o uso de linhas com cerol e as medidas que a GM está tomando para conscientizar a população e conter o uso do material, proibido por lei. A ação padrão para esse tipo de situação é a apreensão e queima dos objetos. “Geralmente são crianças que participam desse tipo de brincadeira, então não podemos mantê-las presas. Algumas ficam até com medo quando vêem os guardas, pois acham que soltar pipa é proibido. Então, explicamos que o problema na verdade é o cerol e que não há nada de errado na brincadeira em si”, relata o Guarda Municipal Kennedy. A GM recebe as denúncias através do número 153. Um projeto da Guarda Municipal chamado "Pipa do Bem" voltará a ser implantado a partir do mês que vem, com guardas fazendo visitas a escolas municipais de educação básica para conscientizar alunos até o quinto ano sobre os perigos envolvendo o uso de material cortante nas linhas. “Muitas vezes os pais não orientam seus filhos de maneira correta em relação aos perigos do cerol. Então, nós passamos nas escolas pra conversar com as crianças. Mas, quando se trata dos jovens e adolescentes mais velhos, já fica mais complicada a recomendação”, conta o GM Cristiano Camargo. Em determinados locais, inclusive, é possível comprar carretéis de linha já com o material cortante industrializado: são as chamadas linhas chilenas. Elas são fáceis de identificar devido à sua coloração (na maioria das vezes rosa ou verde) e têm um poder de corte cerca de quatro vezes maior do que o produzido de forma caseira. No período de férias escolares, durante todo o mês de julho, o número de crianças que saem nas ruas para empinar pipa aumenta consideravelmente. O grande problema é que boa parte delas, e dos jovens mais velhos que também participam da brincadeira, ainda usa linhas com cerol. O Comandante Villas Boas relata a dificuldade da Guarda Municipal em realizar a fiscalização em todo o município. “Jundiaí é uma cidade muito grande, e muitas vezes a gente demora para chegar nos lugares onde houve denúncias, principalmente nos bairros mais afastados. Não é sempre que um motociclista acidentado terá a mesma sorte do Manoel, que foi atendido imediatamente.” Na próxima segunda-feira (29) mais guardas municipais concluirão o curso de capacitação da GM, podendo aumentar os atendimentos às denúncias de casos de uso de cerol. “Há um revezamento de guardas para o curso, pois não podemos ficar com um número muito pequeno de guardas disponíveis. Enquanto estão no curso, eles não conseguem realizar seu trabalho nas ruas”, conta o GM Cristiano Camargo Com a volta às aulas, o “tráfego” de pipas deve diminuir, uma vez que as crianças retornam às escolas. A pena para quem for pego usando ou vendendo ilegalmente linhas com material cortante, caso seja maior de idade, é multa no valor de R$132,65.

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