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Gravidez na adolescência diminui 11% em Jundiaí

VINICIUS SCARTON | 06/11/2018 | 19:56

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), feito a pedido da reportagem do JJ, mostra que houve uma queda de 11% no número de partos de mulheres entre 15 e 19 anos em Jundiaí. Conforme o estudo, em 2016 ocorreram 571 partos de mães nessa faixa etária. E, em 2017, foram 510.

Segundo o ginecologista e obstetra do Hospital Universitário de Jundiaí, Juan Carlos Melgar, essa redução pode ser explicada por dois motivos principais, com base na experiência do hospital, que atende a Região. “Até 2016, os municípios de Cabreúva, Jarinu e Várzea Paulista não tinham uma maternidade para atendimento ao parto. No entanto, a partir de 2017, Cabreúva abriu uma maternidade e os partos passaram a ser realizados no próprio município. Já Várzea Paulista e Jarinu desde o ano passado encaminham as suas gestantes para o Hospital de Clínicas de Campo Limpo Paulista”, destaca.

Conforme Melgar, as iniciativas regionais podem ter refletido diretamente nesta redução apontada pelos números do IBGE. “Além disso, o acesso à informação está cada vez mais próximo ao jovem, o que também contribuí para essa queda revelada pelo IBGE”, ressalta. Por outro lado, o levantamento do IBGE aponta um pequeno aumento, em torno de 1%, em relação ao número de partos em Jundiaí na faixa etária das mães de 30 a 34 anos. Em 2016, foram registrados 1.579 partos. Já em 2017, 1.594.

Melgar considera o cenário apontado como algo dentro da normalidade. “A idade em questão é considerada ideal e adequada para a evolução da gravidez. Afinal, a gestação na adolescência é considerada de risco, envolvendo complicações em virtude da idade precoce, pois a pessoa está em desenvolvimento”, comenta.

Os dois lados
A jovem S.C.L., de 17 anos, é moradora de Jundiaí e está grávida de 5 meses. Ela revela que a gravidez não foi planejada. “Mas mesmo assim minha família me apoiou e sigo o relacionamento com meu namorado”, descreve a jovem, que preferiu não se identificar porque a maioria da família ainda não sabe da gravidez. O parto está previsto para março do ano que vem. “Ainda não sei o sexo do bebê, mas estou enxergando o período de gestação de uma maneira diferente. É um amor inexplicável”, comenta.

Já a supervisora de qualidade Maria Carolina Gracias Dio Silva faz parte da outra estatística. Ela tem 34 anos, é casada e acabou de dar à luz o primeiro filho, o pequeno Felipe. “Sempre sonhei em ser mãe. Eu estava casada há cinco anos quando comecei a tentar engravidar, após atingir estabilidade financeira, profissional e também familiar”, recorda. Maria Carolina lembra que os nove meses de gestação foram tranquilos, seguindo todas as orientações médicas. “Hoje, me sinto uma pessoa realizada e quem sabe num futuro possa ter mais um filho”, ressalta.

GRAVIDES NA ADOLESCENCIA MARIA CAROLINA GRACIAS DIO DA SILVA FELIPE DIO DA SILVA


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