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Grendacc luta para manter contas e atendimento em dia

Simone de Oliveira | 28/08/2019 | 11:47

O Grupo em Defesa da Criança com Câncer (Grendacc) vem travando uma batalha para equilibrar as contas e conseguir atender a demanda dos pacientes de Jundiaí e da Região que procuram a unidade para o tratamento oncológico. Com despesas mensais de R$ 1,2 milhão, os diretores têm firmado parcerias para sanar os déficits de R$ 300 mil que se acumulam todo mês.

Mesmo conquistando a habilitação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para se tornar uma Unidade de Assistência de Alta Complexidade (Unacon), o dinheiro ainda não chegou e o valor de R$ 155 mil por mês está sendo custeado pela Prefeitura de Jundiaí.

“Desde nossa habilitação temos percorrido as secretarias de Saúde de toda a região para firmarmos convênios em atendimento nas especialidades pediátricas, mas esta habilitação também resultou no aumento nos atendimentos, em especial nos procedimentos cirúrgicos”, explica a presidente Verci Bútalo.

Ela comenta que a unidade hoje mantém convênio com as cidades de Campo Limpo, Cabreúva, Itupeva, mas já conversam com Cajamar. “Formalizamos algumas parcerias, principalmente com operadoras de saúde para conseguirmos mais verbas”, adianta a presidente, lembrando que dos 4.080 pacientes atendidos o ano passado, 60% eram provenientes do SUS.

Quem precisa ou precisou do serviço do hospital sabe da importância do atendimento da unidade na vida de uma criança com câncer. A psicóloga Letícia Jaqueline Costa Rattis, de 36 anos, precisou dos serviços médicos quando seu filho Tales, na época com 16 anos, foi diagnosticado com Linfoma não-hodkin. Como a doença evolui para uma leucemia, ele ficou em tratamento por 13 meses no ambulatório de oncologia.

“Todos os pacientes são tratados com muito amor. Sou extremamente grata por existirem pessoas que buscam valorizar a vida em um processo tão doloroso como no caso do adoecimento”, comenta Letícia que perdeu seu filho há cinco anos durante o tratamento.

Agora ela precisa do Grendacc novamente porque seu filho Lucas, de 17 anos, apresentou sintomas parecidos com o do irmão. “O hospital possui uma equipe de profissionais espetaculares. Independente da situação, o paciente está em primeiro lugar”, diz.

AJUDA

Mesmo com as dificuldades financeiras, a presidente Verci Bútalo diz que o tratamento das crianças não foi prejudicado em nenhum momento. E, além dos convênios, a unidade tem reestruturado a área de captação de recursos com o telemarketing, eventos e bazares, além da divulgação do aplicativo Grendacc para ser baixado, e investindo na ações de coleta e digitação da Nota Fiscal Paulista. “Medidas administrativas tem sido estruturadas para que tenhamos uma melhor utilização dos recursos.”


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