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Greve de motoristas na região continua até segunda-feira

| 16/05/2014 | 22:10

A greve do transporte urbano de Jundiaí e Região continua até segunda-feira (19), quando será realizada uma nova assembleia com os trabalhadores da categoria, no Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, no Centro de Jundiaí, às 9h e às 15h. Neste final de semana, apenas 70% dos ônibus estarão em funcionamento, por determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas. Na segunda-feira, a circulação continua com 70% apenas em horários de pico, no começo e fim do dia, caindo para 50% nos demais horários. A estimativa da Secretaria de Transportes é de que aproximadamente 40 mil pessoas sejam afetadas pela greve hoje e amanhã, ficando sem o transporte público. Na segunda, a estimativa é que mais 40 mil sofram com a circulação parcial.

 

Na tarde desta sexta-feira (16), durante a reunião do TRT, quatro empresas de ônibus da Região ofereceram uma proposta de 8% de aumento salarial, R$ 13 de vale-refeição e R$ 540 de Participação nos Lucros (PLR), que serão votados na assembleia. A categoria, anteriormente, havia pedido um aumento de 15%.

 

Na última quinta-feira, primeiro dia da greve, pelo menos 100 mil pessoas ficaram sem ônibus em Jundiaí. Nesta sexta-feira (16), aproximadamente 90 mil sofreram com a parada. Os ônibus começaram a voltar às ruas, com maior número, durante a tarde. Os terminais urbanos continuaram fechados e os passageiros desciam dos veículos e tomavam o transporte em ruas ao lado. Até o início da tarde desta sexta-feira (16), apenas 32% da frota voltou a rodar pela cidade.

 

O secretário de Transportes, Wilson Folgozi, disse ter saído insatisfeito do TRT, desta sexta-feira (16), pois esperava mais empenho da Justiça e uma solução definitiva para a questão. Segundo ele, a legalidade ou não da greve ainda não foi julgada. “Não temos dúvidas de que se trata de uma greve ilegal”, declarou. Folgozi espera que com 70% da frota, hoje e amanhã, seja possível que os terminais voltem a operar e abra as portas. A assessoria das empresas de ônibus de Jundiaí salientou que todos os envolvidos no processo – incluindo o grupo de oposição ao sindicato, responsável por motivar a greve – deverá cumprir a decisão do TRT. 

 

O grupo de oposição é encabeçado pelo motorista Givanilson José Ferreira, conhecido como Pernambuco. E, de acordo com sua assessoria, busca melhorias à categoria. O presidente do sindicato, Laurindo Lopes, não foi encontrado pela reportagem.

 

No final da tarde desta sexta-feira (16), diversas pessoas, em diferentes terminais, tiveram problemas para voltar ou chegar ao trabalho. Foi o caso de Andreia Rambo, que estava na Vila Arens e aguardava um veículo de sua empresa – localizada na região do Distrito Industrial – para que fosse levada ao trabalho, com outros três funcionários. Eles, que precisam pegar outro ônibus no Terminal Eloy Chaves, estavam preocupados com o fato de o local estar fechado. No Terminal Central, o também segurança José Antônio Ferreira da Silva aguardava um ônibus para ir até a Vila Rio Branco. “Já avisei meu chefe que vou atrasar.”

 

Ministério do Trabalho – Na manhã desta sexta-feira (16), os representantes das empresas de ônibus, o sindicato e o secretário de Transportes já haviam se reunido com o gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego na cidade, Roque de Camargo Júnior. No entanto, não houve acordo quanto ao fim da greve e nem mesmo acerto sobre o reajuste salarial dos mais de 3,2 mil motoristas e cobradores. Em dias úteis, Jundiaí tem em circulação 270 ônibus. Haverá outra reunião entre as partes, na próxima terça-feira, no TRT de Campinas, para discutir o que foi decidido na assembleia de segunda com os trabalhadores.


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