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Greve dos bancários na Região atinge diretamente idosos

| 01/10/2014 | 21:54

Os idosos fazem parte dos clientes mais prejudicados pela greve nacional dos bancários, iniciada na terça-feira (30). Acostumados ao atendimento no balcão, agora precisam realizar todas as transações nos caixas eletrônicos, onde são frequentes os casos de furto e roubo por senha. Na Região de Jundiaí, 52 agências já aderiram ao movimento, e a expectativa é de que aumente a paralisação gradativamente, por isso é preciso que os correntistas tenham mais atenção na hora de procurar uma agência para pagar suas contas.

E isto deve ser analisado principalmente pelos idosos, que na maioria das vezes vão sozinhos à uma agência e por isso necessitam da ajuda de um atendente. Foi o que aconteceu com a pensionista Ângela Carre de Oliveira, de 92 anos, que por conta de um machucado na perna teve dificuldades em chegar à agência e contou com a ajuda de funcionários. “Me deram um banquinho para sentar”, contou.

Já o aposentado Antonio Furlan, 64 anos, confessa que teria tido dificuldades se não tivesse auxílio. “Seria complicado. O ideal é esperar algum funcionário do banco aparecer para ajudar se não souber fazer sozinho”, recomenda.

Os bancários estão reivindicando 12,5% de reajuste, além de valorização do piso salarial, melhores condições de saúde e até maior participação dos lucros, mas a contraproposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de 7,35%. Em nota, o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região aponta que a greve seguirá por tempo indeterminado, pois não estão previstas novas negociações com a Fenaban e o Comando Nacional.

Panorama geral – No primeiro dia de greve, 14 agências ficaram fechadas na região central de Jundiaí. Pelo menos 6,5 mil agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal foram fechados. São 427 unidades paralisadas a mais que no primeiro dia da greve do ano passado (6.145), um crescimento de 6,95%. No ano passado, os grevistas ficaram 23 dias parados.

O presidente do sindicato de Jundiaí, Douglas Yamagata, reforça que por conta das condições financeiras dos bancos, os mesmos podem atender às reivindicações dos bancários. Exemplifica dizendo que os seis maiores bancos tiveram lucro líquido de R$ 56,7 bilhões no ano passado e R$ 28,5 bilhões no primeiro semestre de 2014, alcançando a maior rentabilidade do sistema financeiro internacional. “Estes valores se deram graças, principalmente, ao aumento da produtividade dos bancários.”


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