Jundiaí

Greve dos Correios é adiada para o dia 17 de agosto

O diretor de comunicação e imprensa da Federação dos Sindicatos de Correios (FINDECT), Douglas Melo, informou que a greve da categoria que estava marcada para acontecer amanhã (4) foi remanejada para o dia 17 de agosto. A paralisação inicial foi solicitada pela categoria dos agentes de correios de Campinas e Jundiaí, mas uma reunião do sindicato unificou as solicitações e assim a paralisação passou a ser de consenso nacional. A paralisação reivindica apenas o cumprimento da proposta feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e não solicita aumento de salário.  “O Tribunal Superior do Trabalho estabeleceu um prazo de acordo de dissídio com vigência de 24 meses, mas a empresa, no caso os Correios, recorreu ao Supremo Tribunal Federal da ação, que acabou por conceder uma liminar que reduziu este acordo para 12 meses. A empresa aproveitou ainda para aumentar em 50% o valor dos planos de saúde, sem consultar os funcionários. Estamos apenas pedindo que se cumpra a normativa estabelecida”, explica Melo. Melo informa ainda que a greve foi adiada para aguardar o parecer do Supremo Tribunal Federal que está analisando a solicitação do TST de manter o prazo acordado de 24 meses para acordo do dissídio, que deve ocorrer entre os dia 14 e 21 deste mês. Sendo mantida a normativa, a categoria suspenderá a greve, pois segundo informa Melo, os trabalhadores entendem a necessidade continuidade de seu trabalho dado a situação de pandemia instaurada no país. Em nota oficial, os Correios informaram que estiveram em negociação com as entidades representativas dos empregados os termos do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021. A proposta da empresa visa fortalecer suas finanças com a adequação dos benefícios dos empregados à realidade do país e da estatal e que não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando todos os direitos dos empregados. A estatal segue orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) e as diretrizes do Ministério da Economia, que estão atentos às necessidades de reequilíbrio do caixa financeiro da empresa e de ajustes na concessão de benefícios - no sentido de adequar as relações trabalhistas das empresas públicas à CLT e assegurar a manutenção dos empregos.

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