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Greve na Ceagesp não interfere em Jundiaí

| 13/08/2014 | 00:03

Funcionários das áreas de fiscalização, segurança, manutenção, operação, administração, controle de qualidade e armazenagem da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) cruzaram os braços ontem em greve por melhores salários e condições de trabalho. No entanto, a paralisação não atrapalhou o movimento de entrada e saída de produtos do mercado. Agricultores de Jundiaí que comercializam a produção no entreposto não tiveram problemas. Mesma situação vivida por aqueles que se abastecem das mercadorias de lá.

A Ceagesp é a maior central de abastecimento de frutas, verduras, legumes, flores e peixes da América Latina. O entreposto recebe, diariamente, cerca de 10 mil toneladas de produtos procedentes do Brasil e de mais 18 países. A movimentação de mercadorias chega a 250 mil toneladas por mês.
A Benassi Frutas, com sede na cidade, está instalada na Ceagesp desde 1966. “Essa paralisação não altera o comércio de frutas, verduras, legumes ou flores. Somos permissionários. Mesmo que eles (funcionários) estejam parados, a nossa circulação continua. Não dependemos deles para vender nossa produção”, argumenta o comerciante Mário Benassi, que na manhã de ontem identificou aumento no movimento de compradores no entreposto, pela chegada das altas temperaturas.

Experiente no ramo, Benassi não acredita em alteração nas vendas por conta da paralisação. “Os clientes conhecem o funcionamento. Se precisarem, ligam direto para a gente. A Ceagesp nunca para. Aqui movimenta muito dinheiro”, explica o comerciante que trabalha com venda de frutas nacionais.
Até o final do dia de ontem, de acordo com a assessoria de imprensa da Ceagesp, o funcionamento não teve alteração, nem foi afetado pela paralisação dos trabalhadores. Segundo a assessoria, a fiscalização dos produtos estava sendo feita por equipe de plantão, sem modificação no movimento de mercadorias.

Feirantes de Jundiaí não tinham conhecimento da paralisação dos trabalhadores na Ceagesp. Marco Antonio Sannoma faz compras as segundas, as quartas e às sextas-feiras no entreposto paulistano. De lá traz verduras e legumes para vender em sua banca montada nas feiras de Jundiaí. “Não sabia que estavam parados. Liguei para os meus fornecedores e não há problema algum por lá. Quando esses funcionários param, deixam as cancelas abertas para a circulação dos caminhões”, conta.

Com 18 anos de experiência em feira, Márcio Sato também não percebeu modificação no atendimento na Ceagesp. “Estive lá na segunda-feira à tarde e tudo funcionava normalmente. Lá a variedade é muito grande. Recebem produtos de todo o Brasil, por isso não podem ficar fechados”, argumenta.

O comerciante de flores Sérgio Kimura também não acredita em problemas para os comerciantes e consumidores do entreposto. “As únicas vezes que a Ceagesp parou foram quando houve inundação por chuvas e no ano passado, pela manifestação contra a tarifa de estacionamento. A greve não vai atrapalhar o comércio que ocorre lá”, analisa. Sem impacto algum nas vendas está o feirante Sérgio Savietto. Com fornecedores da região, prefere comprar os produtos por aqui ao invés de viajar para a Capital algumas vezes por semana. “Eu estou tranquilo. Consigo todos os legumes, as verduras e as frutas através dos produtores daqui da região, sempre fresquinhos e com preço bom”, destaca. 


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