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Home office exige disciplina sem distrações

Édi Gomes | 28/03/2020 | 07:00

O sistema home office, aquele em que a pessoa trabalha em casa, tem sido um dos sistemas mais utilizados pelas empresas para não deixar seus funcionários sem funções durante o isolamento social. Para alguns é apenas uma parte de um processo diário, mas para outros ainda é uma novidade que requer orientações para não perder o foco.

Segundo o publicitário, consultor e professor Rubens Pimentel, de 59 anos, a primeira fase deste processo, principalmente para os novatos, é ter consciência de que estará longe do seu gestor, sendo assim, horários, reuniões e contatos devem ser definidos para que não haja comprometimento da produtividade.

“Nos grupos de trabalho não é aconselhável olhar o tempo todo as mensagens. Duas vezes no máximo. Se for urgente não deve ser pelo WhatsApp, a pessoa deve ligar. Grupos de trabalho precisam ter as regras sempre lembradas de tempos em tempos. E tudo deve ser acordado com o líder”, orienta.

Pimentel diz que é preciso organização para a semana, assim é possível determinar por quanto tempo ficará ‘on-line’. O interessante é se ter uma visibilidade das atividades da semana e também programar a rotina da casa. Não existe esta separação da vida pessoal e profissional no ambiente”, comenta.

O uso da tecnologia é fundamental para a cadeia produtiva em home office. Ela tem que ser usada a favor. Por exemplo, celular do lado ajuda quando é necessário. Quando não é há necessidade de desconectar. “A distração com mensagens, não só do grupo de trabalho, como de família entre outros prejudicam a produção. O mesmo vale para e-mails. A rotina deve ser seguida e as entregas mantidas e o colaborador avisar no grupo logo que está disponível em sua função em home. Vale até com um bom dia”, orienta.

Na prática
A jornalista jundiaiense e consultora em comunicação da sustentabilidade, Renata Taffarello, de 50 anos, trabalha há oito anos no sistema home office. Com disciplina e planejamento, ela adaptou o seu ritmo doméstico ao profissional. Investiu na estrutura adaptando um dos quartos da residência em escritório, maior investimento segundo ela, e depois em computador e rede wi-fi. “Em geral, faço uma rotina bem disciplinada. Das 9h às 18hs com parada para o almoço e lanches intermediários. Trabalho por projetos e há períodos em que há muitas coisas juntas e por isso preciso estabelecer metas diárias ou semanais.”

Por desenvolver há anos o home office, Renata não sentiu diferença no dia a dia. “Como tenho clientes que não estão acostumados a esse sistema e agora se viram obrigados a fazer o home office, as reuniões via vídeo/áudio aumentaram. Também estou lidando com um número maior de “distrações” que são as notícias sobre o coronavírus”, comenta.

Para Pimentel, é preciso programar apenas 50% do dia. “É preciso organizar com atenção de que objetivo é abstrato e concreto são as tarefas para cumprir os objetivos. O tempo ‘livre’ é importante para uma eventual reunião ou um telefonema de um cliente.”

Em relação ao envolvimento da família neste período em que o escritório está em casa, principalmente quando envolve filhos, ele considera que são os adultos que precisam se adaptar. “As crianças já possuem uma rotina. Elas têm horário para estudar, dormir, fazer atividades. Os adultos precisam primeiro conversar e combinar entre eles de que modo será feito. As crianças entre uma semana e 10 dias já estão adaptadas”, finaliza o consultor.


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