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Horário de verão começa, com menos economia de energia

| 17/10/2014 | 21:42

A partir de 0h deste domingo (19), os relógios brasileiros deverão ser adiantados em uma hora. O novo horário vigora no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.

A medida, adotada para economizar energia no período do dia de maior consumo, entre 18h e 21h, vai até 22 de fevereiro de 2015. Excepcionalmente neste ano, terá uma semana a mais, devido à coincidência com o domingo de Carnaval.

Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, o País deve economizar R$ 278 milhões com a implementação da medida. O valor é menor do que a quantidade economizada no ano interior, de R$ 405 milhões, especialmente porque a falta de chuva aumentou a demanda de energia.

Em Jundiaí, a previsão de economia durante o período é de 0,4%, diz o gerente de negócios da CPFL Piratininga, Fernando Nascimento Monteiro. “É o equivalente ao abastecimento de três dias de energia na cidade”, compara. Fernando também afirma que, só entre 18h e 21h, o chamado horário de ponta, em que a carga de energia é mais pesada, espera-se uma economia de 0,8%. No Brasil, esse número deve chegar a 4,5%.

O jovem Augusto Cruz, 20 anos, segurança público, gosta da mudança. “Quando o horário de verão começa, eu só penso que o dia vai render mais”, disse. Já a aposentada Célia Aparecida Mazzini Ciaffoni, 60 anos, se queixa de cansaço. “A gente não consegue dormir cedo, e quando vai acordar quer ficar na cama”, brincou.

Alterações no corpo – Segundo Mauro Iervolino, Coordenador Médico da Unidade de Pronto Atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo (SP), os sintomas mais comuns causados pelo horário de verão são sonolência pela manhã, dificuldade de concentração, irritabilidade e alterações de humor. “A desregulação do organismo altera hormônios como o cortisol, do estresse, e a melatonina, responsável pelo aparecimento e duração do sono”, explica.

Segundo o médico, os idosos sofrem mais com os efeitos, em geral apresentando insônia. “Mas a maioria das pessoas se adapta depois de sete a dez dias”, assegura. Para os que mais sofrem com a mudança, alguns hábitos podem ajudar. “Alimentações leves à noite, atividades físicas para melhorar a qualidade do sono e um ambiente agradável para dormir.”


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