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Hospitais registram aumento de casos de doenças respiratórias

PRONTO-ATENDIMENTO | 17/05/2019 | 05:05

“É só esfriar que a bronquite ataca”, relata Vanessa Rillo Costa, 42 anos, que ontem a tarde fazia inalação no pronto-atendimento do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Jundiaí. Com a chegada do outono, oscilações de temperatura e baixa umidade atingem a população. O ar mais seco aumenta a concentração de poluentes no ar e as baixas temperaturas e poluição aumentam os riscos de doenças respiratórias, como resfriado, gripe, crise de asma, bronquite, sinusite e pneumonia. Os principais vilões das estações mais frias são os vírus respiratórios que causam o resfriado e a gripe.

Em Jundiaí, a temperatura começou a cair na última quarta-feira (15), atingindo a temperatura máxima de 24° e mínima de 17°. A tendência é que continue baixa nos próximos dias, atingindo máximas de 26° e mínimas de 14°C, segundo dados divulgados pelo ClimaTempo, site especializado em meteorologia.

No (HSV) o crescimento no número de atendimentos ainda é tímido. O Pronto Atendimento Central registrou um aumento de 15% no número de atendimentos relacionados a doenças respiratórias e outras doenças decorrentes da queda de temperatura nos últimos dias. A expectativa é que esse número aumente, conforme nos anos anteriores.

Já no Hospital Universitário, o número de atendimentos registrados no Pronto Socorro Infantil chegou a 7530 no último mês, enquanto o Pronto Socorro Adulto registrou 3292 atendimentos no mesmo período. Os números apresentam um aumento de 5% em relação ao ano anterior.

A instabilidade climática contribui para o agravamento de algumas doenças, principalmente as respiratórias e as alergias. No entanto, é possível prevenir para aproveitar o que há de melhor nessa estação.

Segundo o clínico geral, José Martinelli, 68, as doenças respiratórias alérgicas são as mais comuns durante a temperatura fria. O especialista também alega que aqueles que já sofrem dessas doenças, encontram mais dificuldades. “Nesse período do ano as pessoas ficam mais sensíveis as infecções virais e bacteriana e a probabilidade de ter viroses bacterianas, como a laringite, são frequentes”, explica.

O melhor tratamento, de acordo com Martinelli, é evitar os “choques de temperatura”, ou seja, não expor o corpo há diferentes temperaturas em um curto intervalo de tempo. “Tomar bastante líquido, fazer uso de Vitamina C para proteger a imunidade e melhorar a resistência, além de proteger o nariz e a boca quando sair na rua são formas de prevenção”, aconselha o especialista.

Idosos e os bebês são os mais sensíveis devido à fragilidade imunológica e doenças de base. “São duas faixas que realmente têm mais problemas e precisam de mais prevenção e cuidados com a saúde nesse período.

DOENCAS DE INVERNO  INALACAO VANESSA RILLO DA COSTA


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