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Hospital São Vicente reduz 65% de suas dívidas

VINICIUS SCARTON | 04/08/2018 | 05:00

A atual gestão do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV) reduziu a dívida de curto prazo da instituição, que girava em torno de R$ 23 milhões, para R$ 8 milhões. A queda chegou a 65% em 18 meses de trabalho. Segundo o superintendente Matheus Gomes, no início de 2017, o HSV passava por uma crise financeira e organizacional bem profunda. “A dívida era pulverizada e de curto prazo, envolvendo 13º salário atrasado, férias de funcionários, horas extras e dívidas de impostos e com prestadores de serviço e fornecedores”, explica.

Gomes também salientou que os tributos já foram pagos e o HSV está quitando o 13º salário e as horas extras de 2016, com pagamentos iniciados em fevereiro deste ano. “A conclusão será em dezembro de 2018”, diz. Outra medida citada pelo superintendente foi a reestruturação do quadro de Recursos Humanos, através da renegociação de contratos com prestadores de serviços médicos e fornecedores, gerando uma economia de R$ 2 milhões por mês ou R$ 24 milhões por ano. “A partir da reestruturação, o HSV priorizou a qualidade do atendimento médico assistencial, resultando no crescimento de 10%, na média mensal, do número de cirurgias realizadas, passando de 513 no primeiro semestre de 2017 para 564 no mesmo período de 2018”, descreve.

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Matheus Gomes ainda mencionou a taxa de cancelamento cirúrgico do hospital, que em 2016 era de 15% e passou para 3% na atual gestão. Quanto às melhorias internas, o HSV tem passado por várias reformas em sua estrutura física e investimentos em equipamentos médicos e mobiliário hospitalar. “Além disso, para o restante deste ano e para 2019, o HSV, por meio de parcerias vai adequar o centro cirúrgico e setor de recuperação pós-anestésica, UTI neurológica, quimioterapia, pronto-socorro adulto, novo ambulatório de ortopedia, além de reformar cerca de 3 mil metros do telhado do hospital.

O investimento será de aproximadamente R$ 750 mil da Secretaria de Saúde da cidade, que nos próximos dias e constará no Diário Oficial”, afirma.  Ainda para o ano que vem, a gestão do HSV projeta investir em tecnologia, com a atualização do sistema, incluindo o de prontuário médico. “Projetamos que as prescrições médicas e assistenciais sejam realizadas por tablets, gerando agilidade e segurança”, planeja.

O diretor técnico do HSV, Izandro Regis Brito Santos, comentou sobre as filas de espera, que segundo ele constituíam uma demanda reprimida. Esta é formada por pacientes que usam a colostomia (bolsa para resíduos intestinais). “A fila totalizava 60 pessoas, sendo reduzida agora para oito, com cirurgias já agendadas”, elenca. Já as cirurgias de próteses ortopédicas eletivas de joelho e quadril, bem como as revisões de próteses, voltaram a ser feitas no hospital. “Hoje, totalizamos nove cirurgias por mês, sem contar os procedimentos de urgência, que somam mais de 200 por mês”, detalha.

Ainda do ponto de vista assistencial, o diretor destacou a implantação do ambulatório de triagem oncológica. “Tal medida otimizou o tempo de diagnóstico e tratamento do câncer, tornando Jundiaí uma referência oncológica de excelência, frente aos usuários do SUS no Brasil”, encerra Izandro.

Foto: Divulgação

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