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HSV reduz em 60% índice de acidentes de trabalho

DA REDAÇÃO | 06/06/2019 | 05:00

O uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) foi essencial para salvar a vida do líder de manutenção do Hospital São Vicente de Paulo (HSV), Manoel Alexandre da Silva, 54 anos, funcionário do hospital há 20. Seis anos atrás, ao realizar um reparo no telhado, uma telha se rompeu e ele caiu. Ficou preso pelo equipamento de segurança. Não fosse o dispositivo, a queda teria sido de seis metros de altura. “Acredito que eu nasci de novo, se eu não estivesse usando o cinto de segurança para trabalho em altura, talvez eu nem estivesse aqui para contar esta história”, relata ele.

Na época o incidente resultou em apenas alguns arranhões nas pernas de Silva, mas a lição ficou para a vida toda. “Em 30 anos de trabalho na Construção Civil, este foi o único e último acidente. Sempre usei EPI e desde então, passei a valorizar muito mais cada equipamento”, garante. Graças ao uso correto do EPI e a uma série de ações adotadas pelo HSV, Silva não contribuiu para uma triste estatística brasileira.

Na semana passada, o Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou que após cinco anos em queda, o número de mortes por acidente de trabalho voltou a crescer no Brasil. Em 2017 foram 1.992 mortes e em 2018 foram 2.022 óbitos. Na contramão desta estatística, o HSV, nos últimos 17 anos, vem reduzindo consecutivamente os índices de acidentes de trabalho. Além de nunca ter registrado morte relacionada.

Iberê Ferraz Santos, engenheiro supervisor do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) do HSV explica que em 2002 a taxa de acidentes de trabalho na instituição era de 9,88% e os números deste primeiro quadrimestre de 2019 a projetam para 3,92%. “Esses números representam uma redução de 60% no número de ocorrências em média, no ano, nesse período analisado”, afirma.

Para a população, isso significa que o atendimento está sendo prestado por profissionais mais bem preparados e esclarecidos, o que aumenta a segurança do paciente. Para os colaboradores, representa diminuição do absenteísmo por acidentes de trabalho bem como estarem desempenhando suas atividades em ambientes mais seguros.

Preventivas
A redução deste índice, Santos atribui a um conjunto de fatores, tais como treinamento de integração realizado logo que o novo colaborador chega à empresa; Programa de Treinamento Dirigido (PTD) que prepara o colaborador para a sua área de atuação; monitoramento em campo na qual a equipe do SESMT percorre diariamente os departamentos do hospital a fim de identificar riscos; e também o uso da ferramenta PDCA, que traduzindo do inglês, são as iniciais das palavras Plan = Planejar; Do = Fazer; Check = Verificar; e Act = Agir, que visa o controle de processos com foco na resolução de problemas.

Dentre os tipos de acidentes registrados no HSV, os que envolvem perfurações são os mais frequentes, com 43%. Em seguida estão contusão, com 19%; agressão com 14%; corte com 9%; e casos de queimadura, queda e contaminação com 5% cada um.

O cálculo é feito com base no Índice Relativo de Acidentes (IRA), que soma o número de acidentes e divide pelo número de funcionários. Santos explica que não são computados os casos de atestados por motivos de doenças não relacionadas ao trabalho, licenças maternidade, trajeto, entre outros. “São considerados todos os casos de acidentes durante o exercício do trabalho, a serviço da empresa; todos estes acidentes são avaliados a fim de que possamos adotar imediatamente medidas corretivas e de prevenção”, explica.


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