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Inadimplência chega a R$ 62 mi e bate recorde

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 20/07/2018 | 05:40

O número de brasileiros que não consegue pagar suas dívidas chegou a 61,8 milhões em junho, segundo levantamento do Serasa Experian. O índice representa o maior patamar de inadimplentes contabilizados na série histórica do estudo, iniciado em 2016. São 40,3% de brasileiros adultos com dívidas não pagas, e os números de Jundiaí tendem a refletir o cenário nacional. Mas cenário deve melhorar a partir deste mês. O economista Messias Mercadante acredita na diminuição gradual deste cenário. “Neste mês de julho, o governo provavelmente está injetando R$ 16 bilhões na economia com a liberação do PIS/Pasep, e em agosto tem a primeira metade do 13º salário, que vai injetar mais R$ 21 bilhões no Brasil”, diz. Em Jundiaí, a estimativa é de R$ 217 milhões.

Em novembro, mais R$ 21 bilhões serão liberados para os pensionistas, fora a outra metade do 13º. “As pessoas já pararam de se endividar há cerca de um ano e meio, e com essa nova injeção de dinheiro, a tendência é que a inadimplência vá, aos poucos, diminuindo.” Para o economista, essa situação é consequência da política de liberação de crédito durante os governos petistas. “Naquela época, o acesso ao crédito consignado e outros tipos de financiamento a longo prazo foi facilitado, e quanto maior o número de parcelas pequenas, mais chance de se endividar”, explica o economista.

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Se a economia está boa, essa bola de neve continua girando, diz Mercadante, mas houve uma ruptura na economia em meados de 2014 e 2015. “Foi nesta época que a economia despencou quase 9% e, agora, essas milhares de pessoas estão desempregadas. Como vão honrar suas dívidas?”, questiona. Isso tudo piora ainda mais a economia atual. “Quanto maior a inadimplência, menor a oferta de crédito, porque o banco não vai arriscar emprestar dinheiro para o mau pagador. Com isso, os juros aumentam e a atividade econômica fica prejudicada”, explica Mercadante.

O pico de inadimplência não coincidiu com a pior fase da crise econômica, em meados de 2016, graças à liberação do FGTS. “As pessoas foram perdendo o emprego e tendo acesso a esse fundo de garantia, que ajudava a pagar as parcelas. Também houve a liberação do PIS Cofins em 2017, mas uma hora esse dinheiro acaba.”

Inadimplência em Jundiaí


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