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Incêndios na Região afugentam e ferem animais

| 15/10/2014 | 22:59

O aumento de queimadas na Região não têm afetado apenas a população, que sofre com o ar seco, a fumaça e a fuligem. Os animais silvestres são vítimas ainda mais frequentes. Só nos últimos sete dias, a Associação Mata Ciliar, em Jundiaí, recebeu pelo menos cinco animais que fugiram de incêndios.

Na terça-feira (14), um macaco bugio foi trazido de Piracaia com 70% do corpo queimado. Na manhã de quarta, a Mata Ciliar recebeu um veado, que faleceu após ser atropelado. “Também recebemos uma siriema com as duas pernas fraturadas, um lobo guará com sarna, o que indica contato com humanos e doenças de animais domésticos”, afirmou a coordenadora de fauna, a veterinária Cristina Adania.

Para ela, todos esses casos têm por base o impacto do desmatamento e dos incêndios no consumo do hábitat dos animais. “Eles não têm para onde ir, então fogem. Acabam atropelados, machucados ou mortos.” A veterinária enxerga as queimadas como um risco a todo o reino animal.

“Répteis e anfíbios são facilmente vitimados. Em cada queimada, muitos desses animais morrem. E aí temos os que conseguem escapar – a maioria mamíferos -, mas que acabam ficando sem ter onde viver ou o que comer, que é um segundo problema resultante da queimada, e igualmente grave.”

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