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Incubadora pretende dobrar o atendimento a empresas inovadoras

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 17/02/2019 | 05:00

A Incubadora Tecnológica de Jundiaí pretende atender até 40 empresas depois de implementar um novo plano de trabalho, que está sendo elaborado pelo Núcleo Softex. A empresa assinou acordo de cooperação com a Prefeitura de Jundiaí em dezembro do ano passado e passou a gerir a incubadora em 2019.

Atualmente, o espaço orienta 13 empresas residentes e 7 não-residentes, ou seja, a meta é dobrar o atendimento. Segundo Messias Mercadante, gestor da Unidade de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (UGDECT), isso será feito transformando o atual espaço da incubadora e reduzindo os boxes de 50m² para 25m². “Ali é um local de passagem para empresas. Não é um lugar de produção, mas de pesquisa e inovação, então não precisa ser grande, apenas adequado”, diz.

O diretor executivo da Softex, Edvar Pera Junior, destacou que o novo projeto também envolve oferecer novos serviços para as empresas que serão incubadas. “Existe uma série de programas federais de incentivo a startups inovadoras que podemos trazer para dentro da incubadora de Jundiaí, além de experiências interessantes na estruturação da gestão e financiamento que queremos agregar”, acrescenta.

Assim, o local também amplia espaços de coworking, mentorias e palestras. “Queremos montar um cluster (polo) tecnológico e criar um ambiente que vai pulsar tecnologia com mais forte”, afirma Mercadante.

A incubadora de Jundiaí incorpora tanto startups de tecnologia quanto empresas com pouco tempo de estrada e que tenham potencial tecnológico a ser desenvolvido, que atendam uma demanda da sociedade e grande potencial para gerar empregos. As empresas podem ficar incubadas por dois anos, prazo que os gestores acreditam ser suficientes para que as startups fiquem prontas para alçar voos mais altos sozinhas.

A FB Alimentos está quase neste ponto. Criada pelos sócios Airton Borelli, 64 anos, e Edelcio Foradori, 59, a empresa surgiu ao ser aprovada pela incubadora em 2016 com o propósito de combinar foods and benefits, ou seja, alimentos com benefícios para a saúde. A dupla de engenheiros químicos já criou cerca de 40 produtos diferentes.

Três deles já estão sendo comercializados: a geleia de uva com chia, a biomassa de banana verde e o patê de biomassa com queijo parmesão. “A busca por mais qualidade de vida só faz o mercado de alimentos funcionais crescer, e os nossos sempre têm um diferencial. Ninguém tinha conseguido misturar um cereal numa geleia de frutas antes”, diz Edelcio.

Na incubadora, o maior benefício da dupla tem sido aprender a mentalidade empreendedora. “Temos mais de 20 anos de mercado batendo cartão. Vemos os jovens aqui com mais coragem para se jogar e estamos aprendendo a nos arriscar mais”, analisam.

A dupla senior vai em breve dividir espaço com os jovens Thales Bicatti, Lucas Coller e Gabriel Viterbo, de 18 anos. Eles ficaram em 2º lugar na competição Startech 2018 e, como todos os ganhadores da disputa – que acontece todos os anos em novembro -, serão incorporados à incubadora este ano.

O trio criou uma ‘tomada flexível’, que pode ser arrastada horinzontalmente pelo cômodo, permitindo a reorganização dos espaços sem ter que quebrar as paredes para mudar os pontos de energia. “É como um trilho de autorama em que você pode movimentar os pontos de tomada”, explica Lucas.

A ideia foi concebida por Gabriel para uma competição escolar e evoluiu durante a disputa de startups promovida pela prefeitura. “Inicialmente, achamos que seria um bom produto para se ter em casa, mas a mentoria que tivemos no Startech nos mostrou que o mercado não está pronto. Decidimos focar em empresas de eventos, coworkings, museus e outras que precisam mudar os pontos de energia com muita frequência”, conta.

Na incubadora, os jovens esperam ter orientação para formular o plano de negócios da empresa, desenvolver um protótipo e garantir a patente da ideia.

STAR TECH FB ALIMENTOS NA INCUBADORA DE JUNDIAI AIRTON BORELLI EDELCIO FORADORI


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