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Indefinição na eleição para o governo de SP

DA REDAÇÃO | 28/10/2018 | 06:00

Hoje, os pouco mais de 308 mil eleitores jundiaienses irão às urnas para, além do presidente, também escolher quem irá governar o Estado de São Paulo entre 2019 e 2022. Um dos candidatos é o empresário e publicitário João Doria Júnior (PSDB), 61 anos, nascido na Capital – que era prefeito de São Paulo e disputa o governo pela primeira vez.

O adversário de João Doria é o advogado Márcio França (PSB). França é natural de Santos, tem 55 anos, e assumiu o governo em abril deste ano com a desincompatibilização de Geraldo Alckmin. Os dois chegam tecnicamente empatados – mas as pesquisas mostram ascensão de França e queda gradual de Doria.

Segundo pesquisa divulgada ontem pelo Datafolha, Márcio França tem 51% dos votos válidos (eram 48% no levantamento anterior, de quinta-feira). Doria tem 49%. Já na pesquisa do Ibope divulgada ontem há um empate absoluto, com 50% dos votos válidos para cada candidato.
Vale lembrar que, no primeiro turno, Márcio França ficou apenas em terceiro lugar na preferência do eleitorado dos sete municípios que compõem o AUJ. O atual governador só venceu a disputa em Louveira – e, mesmo assim, por 200 votos de vantagem. Em todas as outras seis cidades, Paulo Skaf, que concorreu pelo MDB, levou a melhor na região.

Pomba não pia

“Em festa de tucano, pomba não pia”. A frase é uma das mais frequentes na boca de Márcio França ao descrever a relação de seu partido, representado pelo pássaro, com o PSDB.

Acontece que França piou e disputará o segundo turno em meio a um tucanato em erosão. Caso se reeleja, o pessebista colocará fim a 24 anos de administrações tucanas no maior estado do país.
Filiado há três décadas ao PSB, França caiu nas graças do governador Mário Covas (1930-2001). Desde aquela época, França exibia talento para unir diferentes ideologias. Hoje, construiu uma coligação de 15 partidos.

Racha e desgaste

João Doria (PSDB) sai da eleição para governador de São Paulo graduado em política. O PSDB, rachado e desgastado, ficou desta vez sob fogo cruzado durante toda a campanha, com tucanos vociferando contra a sua candidatura – inclusive o padrinho político de Doria, o ex-governador Geraldo Alckmin.

Fato é que o candidato tucano acumulou contradições, facilitando a tarefa de desafetos de tentar desconstruí-lo. Adversário feroz do ex-presidente Lula e do PT, o tucano recebeu recursos para suas empresas sob governos petistas. Prometeu 43 vezes cumprir os quatro anos de mandato na prefeitura e não usar o serviço público como trampolim eleitoral. Saiu após um ano e três meses para disputar outro cargo.

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