Jundiaí

Indústria e comércio já começam sentir efeitos


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A audiência pública, que aconteceu na manhã de ontem (11), foi conduzida pelo gestor de Finanças e Governo José Antonio Parimoschi
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Os impactos do coronavírus chegaram na indústria e no comércio nacional, assim como respingou na economia local, porém especialistas das áreas econômicas de Jundiaí declaram que por enquanto a hora é de análise do cenário. De acordo com o gestor da Unidade de Governo e Finanças (UGF), José Antonio Parimoschi, as receitas projetadas sofrerão alguns impactos. "Com certeza teremos reflexos significativos dessa situação de possível epidemia em nosso país, em razão das medidas que estão sendo adotadas pelos órgãos de vigilância epidemiológica do país. No entanto, não temos como precisar quais serão os reflexos ainda", explica o gestor, afirmando que tudo depende do quanto a situação se estender. E completa: “A primeira projeção do PIB (Produto Interno Bruto) já caiu de 1,99% para 1,68%, o que aponta para uma queda na arrecadação estimada no orçamento deste ano. Além disso, temos na cidade grandes montadoras de produtos eletroeletrônicos que importam peças da China, e que fornecem para todo os país, a partir de Jundiaí. Com a interrupção de fornecimento dessas peças da China, onde começou o surto do corona, teremos impactos em nossa economia”. INDÚSTRIA Em Jundiaí, algumas indústrias de eletrônicos foram afetadas em razão da falta de matéria-prima. Contudo, com a recuperação da China, a situação tende a melhorar gradativamente. Isso é o que explica o diretor do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Marcelo Cereser. “A principal preocupação da indústria era a cadeia de suprimentos. Apesar da China já estar reabrindo sua economia para o mundo, há toda uma lógica de transporte para a exportação”, explica o especialista que alega que neste momento não há informações sobre indústrias com atividades paralisadas. Além disso, ele ressalta a importância das unidades oferecerem a segurança necessária para seus funcionários.”Muitas empresas possuem ambulatórios e até mesmo médicos residentes para zelar pelos colaboradores. Assim, caso algum sintoma seja apresentado, esses funcionários serão afastados para que se recuperem e não infectem outros colaboradores”, reforça. COMÉRCIO Em um primeiro momento, a perspectiva é que o consumo principal se concentre nos produtos básicos do dia a dia, como alimentos, remédios e produtos de higiene. Bens duráveis e semiduráveis, como eletroeletrônicos, roupas, móveis, tendem a ter suas compras adiadas. Além disso, visando a segurança dos comerciantes locais, o Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) se uniram para instruir esses profissionais. É o que conta o presidente das entidades, Edison Maltoni. “Nossa orientação é para que os empresários busquem entender o cenário e o impacto social, procurando não elevar o preço dos produtos, especialmente itens de prevenção como o álcool em gel e os remédios básicos essenciais para evitar a proliferação da doença”, orienta. [caption id="attachment_85209" align="aligncenter" width="800"] Marcelo Ceresér alega que a recuperação da China é essencial para a indústria[/caption] [caption id="attachment_85221" align="alignleft" width="763"] Antônio Parimoschi fala sobre o impacto do coronavírus na receita municipal[/caption]                             [caption id="attachment_85211" align="aligncenter" width="800"] Edison Maltoni orienta os comerciantes a investirem na higienização[/caption]

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