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Indústria e metalúrgicos estudam medidas para combater a crise

Édi Gomes | 24/03/2020 | 11:30

O coronavírus (covid-19), agora por transmissão comunitária no Brasil inteiro, tem sintomas que vão além da saúde dos grupos de risco e população geral. Além do imunológico, ele atingiu em cheio o sistema financeiro. Trabalhadores e empresários estão unidos em pensamentos similares, cada qual na realidade do grupo que representa.

Marcelo Cereser, diretor-titular do Ciesp Jundiaí (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), classifica o momento como delicado. A entidade está orientando para que se mantenham as indústrias das produções essenciais em atividade, com as devidas precauções para evitar a contaminação.

A orientação é evitar aglomeração de pessoas, mas temos indústrias essenciais. Não só a que produz, por exemplo, produtos alimentícios, como também a de embalagens. Eles precisam acondicionar o produto para chegar à população. Sem falar nas empresas que produzem material de limpeza, essenciais neste período para a higienização. É um efeito em cadeia”, argumenta, lembrando que montadoras deram férias coletivas aos empregados, assim como de outros seguidores.

Cereser tem a expectativa que a normalização comece entre 30 e 40 dias. “Estamos em um momento meio de ‘guerra’, que acredito que vá durar de 30 a 40 dias. Algo vai ter que ser feito. Tanto para grupos A ou B, as perdas vão acontecer. Tem que se pensar em alternativas como suspensão de tributos ou diminuição do tempo da jornada em 50%, para se garantir o emprego”, exemplifica.

UNIÃO

Eliseu Silva Costa, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, diz que a entidade está conversando individualmente com cada empresa sobre os efeitos na cadeia de produção do covid-19. “A preocupação, neste momento, é sim com a saúde do trabalhador. Algumas indústrias entraram em férias coletivas e estamos orientando e seguindo as determinações das autoridades”, comenta.

Entre as ações imediatas, Eliseu determinou o fechamento da sede de campo do sindicato. O intuito, segundo ele, é unificar as ações. “Precisamos falar as mesma língua. Temos empresas que não podem parar, como a de peças que produzem praticamente para o dia seguinte. Mas temos que oferecer segurança para quem está na produção”, completa.


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