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Indústria e serviços foram os que mais empregaram em setembro

Angelo Augusto Santi | 23/10/2019 | 05:00

Dados atualizados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram um considerável aumento nas vagas de emprego geradas em setembro em Jundiaí. No total, foram 5.443 admissões e 4.876 demissões, que representam um saldo positivo de 567 novas contratações.
Os d0is principais setores responsáveis por esses novos empregos foram a indústria, que contabilizou 293 novos empregos, e a área de serviços, com saldo positivo de 406 vagas.

O lado negativo ficou por parte da construção civil, que demitiu 77 funcionários a mais do que contratou, e o comércio, que finalizou o mês de setembro com saldo negativo de 70 vagas de emprego.

O gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia da Prefeitura de Jundiaí, Messias Mercadante de Castro, destaca que a baixa inflação e as baixas taxas de juros são os fatores que estão promovendo um aquecimento da economia, gerando um efeito macroeconômico – a nível nacional – e não somente no âmbito municipal.

“Nossa taxa básica de juros atual, que é de 5,5%, é a menor dos últimos 20 anos e tende a cair ainda mais até o final deste ano, podendo chegar a 4,5%. A consequência disso é um aumento no número de financiamentos bancários, que ficam mais baratos, e uma maior procura para consumo de bens e serviços. O setor de serviços é o indicativo econômico mais importante para se analisar a atual situação econômica do município e do país de forma geral: ele representa mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, e esse aumento no número de vagas criadas mostra que a economia está voltando a se movimentar”, comenta.

Messias Mercadante também lembrou que investimentos em Jundiaí em 2017 e 2018, como a chegada de empresas no parque industrial, estão começando a render bons frutos, gerando empregos e fortalecendo o setor industrial de Jundiaí.

O diretor-titular do Ciesp-Jundiaí, Marcelo Cereser, reitera a importância das atitudes do governo em relação a medidas e reformas que possam colaborar com o aquecimento da economia. “As reformas estruturais – como a tributária e a da Previdência – são fundamentais para aumentar os investimentos no Brasil e fazer com que o dinheiro que está parado seja usado para movimentar a atividade econômica e gerar empregos. Sem a reforma da Previdência, o Brasil estará quebrado economicamente em poucos anos. A instabilidade faz com que os investidores tenham medo de utilizar o dinheiro que está parado, mas os juros baixos vão obrigá-los a retirar esse dinheiro aplicado e utilizá-lo em outras coisas, como comprar novos equipamentos para a sua empresa, abrir negócios em outra área, investir em treinamento de funcionários, realizar uma ação de marketing etc. A inflação controlada e a baixa taxa de juros fazem com que apenas deixar o dinheiro aplicado não seja rentável”, comenta.

“Quando um setor recebe injeção de dinheiro, como o caso da construção civil, outras áreas também são beneficiadas. Um casal que consegue uma taxa acessível para financiar um apartamento, por exemplo, futuramente vai comprar móveis, eletrodomésticos, etc. Uma coisa leva a outra”, completa Marcelo.

No comparativo com o mês de agosto, houve uma diferença de 414 empregos gerados na indústria e 432 no setor de serviços. Desde o começo do ano, já foram 48.114 admissões e 46.362 desligamentos: um saldo positivo de 1753 novas vagas preenchidas.

A área que mais gerou empregos desde janeiro foi a de serviços, com 1.341, seguida pela indústria, com saldo positivo de 636 contratações.

 


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