Jundiaí

Infectologista fala sobre o que está por vir


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Crédito: Reprodução/Internet
Com a atual situação da pandemia de coronavírus, o pediatra, pós-doutor em virologia e professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Saulo Duarte Passos, alerta sobre o fato de a doença ainda não ter tratamento e nem vacina, por isso, é preciso redobrar a cautela. “É uma doença que tem pouco tempo de evolução. A medida do momento é evitar o contato com o vírus, é o isolamento”. Segundo Passos, o vírus depende de células, se não tem, ele morre, ou seja, o contato com outras pessoas é o que faz com que a doença tenha mais casos a cada dia. “O conselho é lavar as mãos, usar álcool em gel, mas o principal é ficar em casa mesmo”, recomenda ele. O médico faz uma comparação entre a covid-19 e o sarampo. “O sarampo, por exemplo, é muito mais contagioso. O coronavírus é transmitido para duas ou três pessoas, o sarampo é transmitido para 10 a 18 pessoas, mas o sarampo tem vacina e é mais fácil de controlar”, lembra. Outro ponto importante abordado por Passos é o fato de que o perigo não existe apenas para o grupo de risco. “Idosos são mais frágeis para qualquer infecção. Na China isso foi verdade, na Itália foi, mas no Brasil não está sendo, muitos jovens estão morrendo, quase na mesma proporção” alerta. O doutor, que pesquisa doenças respiratórias, alerta para uma medida que também não está sendo amplamente adotada pela população ainda. “Não pode sair sem máscara porque muita gente não tem sintomas e transmite, como a maioria das crianças”, explica. DISTANCIAMENTO Respeitar o distanciamento de dois metros é um dos conselhos do especialista. Segundo Passos, a população que sai às ruas deve respeitar o distanciamento, “na frente, nas costas, dos lados”. “Pode caminhar, sair com o pet, mas ao chegar deixa o sapato fora. Coloque um calçado para usar só dentro de casa e lave as mãos”, reitera. Se houver mudança social de agora em diante por conta da pandemia, o médico não enxerga grandes diferenças nos hábitos. “Nós acabamos de sair de uma epidemia de zika que deixou muitos impactos, mas nem sempre as pessoas aprendem. A dengue está aí, é o mesmo vetor”, referindo-se ao mosquito Aedes aegypti que também transmite a chikungunya. A lição mais básica ainda é uma das mais eficientes. “Lavar as mãos é algo básico, agora que as pessoas estão, de fato, fazendo isso. A primeira aula que eu dou para as turmas, na Faculdade de Medicina, é lavagem de mãos. Isso era olhado com desdém. Hoje você vê a importância disso”.

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