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Iniciativas dão impulso no sentido de incluir pessoas com deficiências

DA REDAÇÃO | 19/05/2019 | 05:00

A inclusão de pessoas com deficiências no sistema educacional e no mercado de trabalho ainda caminha a passos lentos, mas com iniciativas propostas por instituições, em parceria com empresas, já é possível alcançar resultados que permitem uma avaliação positiva desse cenário, sobretudo nos últimos quatro anos.
Na Apae de Jundiaí, instituição sem fins lucrativos, de caráter beneficente, que atende pessoas com vários tipos de deficiências e presta serviços específicos nas áreas de Educação, Saúde e Assistência Social, a inclusão é incentivada de várias formas e através de programas específicos, voltados às diferentes faixas etárias. Segundo Camila Mendes, coordenadora da área de Saúde da instituição, com os programas oferecidos é possível prestar um atendimento específico, desde a estimulação de bebês até projetos voltados à preparação para o mercado de trabalho.
“Com uma parceria estabelecida junto ao Ciesp e o Senac, temos o projeto Fazendo a Diferença, que prepara os assistidos para o mercado de trabalho, geralmente a partir dos 17 anos e garante a colocação dos grupos participantes no mercado de trabalho. Contamos com empresas que acreditam na inclusão, o que é um grande impulso”, explica Camila, lembrando que é comum haver resistência da sociedade, inclusive entre funcionários e gestores, já que o trabalho de inclusão demanda um acompanhamento mais próximo e muitas vezes a necessidade de que um colega do mesmo setor seja referência e apoio para que o assistido seja acolhido.
Camila reforça que depois de todo o processo de aprendizagem durante o período determinado pelo programa e o ingresso na função dentro da empresa, o assistido incluído no mercado passa a ter um desempenho muitas vezes até melhor que os demais funcionários, cumprindo a mesma carga horária com as mesmas responsabilidades.
Clayde Maciel, 43 anos, moradora em Jundiaí, faz parte do programa e comemora seu emprego com carteira assinada numa empresa de alimentos da região. Ela conta que desde criança sempre teve dificuldades na fase escolar e interrompeu os estudos ainda criança, devido à deficiência intelectual. Frequentou a Apae em outra localidade, sempre com acompanhamento e apoio da família. Ela integra o programa Fazendo a Diferença desde o início do ano, frequentando o Senac e também a Apae. “Gosto das aulas porque aprendo coisas novas, além dos cuidados que é preciso ter no dia a dia, como ser gentil, respeitar e também exigir respeito. Também estou aprendendo a mexer com o dinheiro e com o orçamento, pois tenho dificuldades, apesar de já ter trabalhado em outros lugares”, comenta Clayde.

Inovações
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. Dessa forma, o conceito de deficiência vem se modificando para acompanhar as inovações na área da saúde e a forma com que a sociedade se relaciona com a parcela da população que apresenta algum tipo de deficiência.
Ainda segundo o IBGE, 0,8% da população brasileira tem algum tipo de deficiência intelectual, e a maioria (0,5%) já nasceu com as limitações. Do total de pessoas com deficiência intelectual, mais da metade (54,8%) tem grau intenso ou muito intenso de limitação.

INCLUSAO DEFICIENTES NO MERCADO DE TRABALHO CLAYDE MACIEL


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