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Inverno chegou ontem e com ele, as doenças respiratórias

COLABORAÇÃO DE FELIPE CARDOSO | 22/06/2019 | 05:00

Com a sequência de dias quentes e noites frias que estão acontecendo neste mês de junho em Jundiaí, é comum o aumento de pessoas procurando atendimento para tratamento de doenças respiratórias.

Nesta época do ano, doenças crônicas como sinusites, rinites, asma, bronquite, entre outras, costumam dar o ar da graça, assim como gripes, tosse, dor de cabeça, febre, coriza, falta de ar e resfriados também.

De acordo com dados divulgados pela assessoria do HSV (Hospital São Vicente de Paulo), na primeira quinzena de junho os atendimentos relacionados às doenças citadas acima representam um crescimento de 25% dos atendimentos diários em relação ao mesmo período do ano passado. Em média, o Pronto Atendimento do HSV tem registrado 395 atendimentos ao dia.

Segundo o médico Mauro Ivan Andrade, especialista em medicina clínica, nesta época do ano é comum o aumento de doenças relacionadas à infecções de vias aéreas superiores (IVAS), que além das doenças já citadas, também envolvem laringite, otite, rinossinusite e outras do gênero.

Algumas dicas ajudam a população a se proteger contra essas doenças como, evitar ambientes fechados e aglomerados; manter a vacinação em dia; ingerir bastante líquido; higienizar muito bem as mãos; manter a umidade do ar, especialmente nos quartos (vale a dica caseira de colocar uma vasilha de boca larga com água) e lavar cobertores e roupas guardadas desde o último inverno antes de usá-los.

A auxiliar de escritório, Vanessa Cristina Redondo, de 37 anos, conta que é só a temperatura começar a variar muito que ela facilmente fica doente. Desde criança convivendo com a bronquite, afirma que é obrigada a tomar alguns cuidados durante este período. “Tenho tosse, dificuldade para respirar, dores nas costas, principalmente quando cai a noite, que é quando a temperatura começa a mudar”, descreve Vanessa.

A auxiliar de escritório conta quais cuidados e precauções são feitos por ela mesma dentro da própria casa. “Evito ambientes fechados, lavo roupas e cobertores antes de usar, abro as janelas de casa durante o dia e fecho no final da tarde para evitar o vento”, explica. Além disso, ela não desgruda da bombinha de asma.

Previsão do tempo
As previsões climáticas da região indicam que nos próximos dias a temperatura deve variar entre a mínima de 14º C e a máxima de 25º C. Com queda na umidade relativa do ar, que pode chegar a 39% na próxima terça-feira (25) e sem previsão de chuva, segundo o portal Clima Tempo.

Com isso, é importante redobrar os cuidados para evitar as doenças respiratórias, especialmente entre as crianças e idosos, que são públicos mais suscetíveis e cujas doenças podem evoluir para casos mais graves.

O médico Rafael Rodrigues Dias, de 29 anos, também sofre com a rinite alérgica e conta que o mês de junho é uma das piores épocas do ano para ele. “Tenho rinite e asma, mas não tenho mais as crises de asma. As baixas temperaturas fazem ressecar a mucosa nasal, ocasionando o processo inflamatório nas vias aéreas superiores (rinite). Pode exacerbar a falta de ar devido o ar seco (asma), explica.

Rafael ainda explica algumas ações que podem ajudar quem sofre do mesmo problema. “O que ajuda bastante é hidratação da mucosa (soro fisiológico nasal), beber bastante líquido e evitar lugares empoeirados. Pra asma o mais indicado é a inalação com soro fisiológico”, diz.


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