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Jogos auxiliam no aprendizado de forma lúdica

Nádia Antunes | 14/07/2020 | 05:00

Algumas técnicas e brinquedos podem tornar o aprendizado e o processo de alfabetização dos filhos mais fáceis durante o período de quarentena. Como os jogos promovem a inclusão social, nada melhor do que unir a diversão com a criatividade e os brinquedos educativos feitos artesanalmente ajudam neste processo.

A artesã Virgínia Clemente, de 62 anos, confecciona de forma artesanal jogos pedagógicos que além de despertar o desejo de brincar nas crianças, auxiliam também no processo de alfabetização. Trabalhando no ramo há 20 anos, ela está acostumada a criar as mais diferentes peças. “Confecciono os jogos há cinco anos e esta produção começou por meio da pedagoga Carol Guion que me procurou na época porque sentiu a necessidade de completar as atividades em sala de aula com algo lúdico, porém educativo. Assim surgiu o projeto artesanal Educagógicos, que une a educação com a pedagogia”, explica.

Além do auxílio pedagógico, Virgínia também conta com a ajuda da psicóloga Nádia Onassi. As profissionais passam as técnicas educacionais que precisam estimular e a artesã confecciona manualmente o brinquedo. Não há idade específica para se divertir e aprender com os jogos, eles podem auxiliar de acordo com a dificuldade de aprendizado em cada fase. Cada jogo estimula a criança de uma maneira.

“Temos opções de jogos de memória, livros sensoriais, centopeia de vogais e de números que, além de serem brinquedos onde a criança pode montar e desmontar a centopeia, e memoriza os números, mentaliza as vogais e as sequências. Fazemos também o Tangram, um jogo que contém sete formas geométricas distintas e com elas você pode formar qualquer figura e qualquer desenho. Então nesse jogo a criança vai estimular o pensamento, treinar a visão. São muitas opções que estimulam diferentes percepções do processo de alfabetização, a criança aprende brincando”, diz.

INCLUSÃO SOCIAL

Os jogos promovem ainda a inclusão social, já que muitos deles são pensados para auxiliar e entreter as crianças que apresentam algum tipo de dificuldade específica ou possuam alguma deficiência. “Por exemplo, se a história dos três porquinhos for contada para uma criança que possua deficiência visual, eles serão confeccionados em alto relevo, com feltro no molde palitoche ou fantoche, e terão que possuir características distintas, podendo ser uma orelhinha em pé, uma boca diferente para que a criança identifique as diferenças entre os personagens e consiga acompanhar a história”, conta Virgínia.

E completa que são muitas as opções de inclusão, justamente por não serem monótonos. “O jogo do Bob é um tapete do corpo humano de 1,60 metro onde temos letras dispersas e a criança precisa juntá-las, formar palavras e colocar no local do corpo indicado pelo adulto que acompanha a brincadeira. O verso dele é todo em braile. O próprio jogo Tangram também pode ser usado com crianças que tenham Síndrome de Down, com autistas e até com pessoas que possuam Alzheimer, incentivando o estímulo físico e mental, muito necessário nesses casos”, diz.

SERVIÇO

Para conhecer mais sobre os jogos e conferir todo o trabalho artesanal realizado pela Virginia acesse o site www.tendadaarte.com.br ou acesse as redes sociais: instagram: @tenda_da_arte, Facebook: Tenda da Arte.

A artesã Virgínia Clemente confecciona jogos pedagógicos artesanais


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