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Jovem jundiaiense empreende solucionando problemas alheios

THIAGO AVALLONE | 25/08/2019 | 05:01

Gabriel Khawali, 31 anos, já empreendeu na área de construção civil e trabalhou como autônomo desde os 20, mas encontrou em outro ramo a sua profissão. O jovem criou um site/aplicativo para indenizar as pessoas que têm seus voos cancelados ou atrasados. Logo seu empreendimento emplacou e de acordo com o jundiaiense, hoje cerca de mil pessoas por mês utilizam o seu aplicativo para serem ressarcidos.

No mercado há algum tempo, Gabriel já atuou na área da construção civil e investiu em startups, pois desde o início da vida adulta o jovem tinha o desejo de empreender. Após algumas tentativas, ideias diferentes, conseguiu o que queria por meio de uma ideia inovadora. Pioneiro no Brasil, Gabriel decidiu pegar o problema de pessoas e transformar em solução, tanto pra ele como para o cliente lesado.

“A ideia nasceu à partir de alguns problemas que eu tive com o descaso das companhias aéreas. Tive alguns voos cancelados e também bagagem extraviada em um espaço curtíssimo de tempo. Eu sempre falava que ia processá-los, mas por falta de tempo e conhecimento nunca fiz nada. Resolvi pesquisar e descobri que 90% das pessoas que têm problemas com voos acabam não exigindo seus direitos”, conta. E foi então que surgiu a ideia. “Pensei: será que existe um jeito de ajudar as pessoas a serem indenizadas sem dar trabalho ou tomar tempo delas?”, conta Gabriel.

Os clientes de sua empresa são as pessoas que tiveram algum problema, em algum voo, nos últimos 5 anos (voo nacional) ou 2 anos (voo internacional) e que por algum motivo não entrou com ação contra a companhia aérea. “A gente resgata um ativo que as pessoas já desistiram ou nem imaginam que têm direito, e o melhor de tudo isso: sem dar trabalho nenhum e sem a pessoa ter qualquer tipo de custo. A gente assume todos os riscos, deveres e direitos da ação e indeniza nossos clientes em menos de 48 horas”, explica o jovem empresário.

“A empresa tem menos de 6 meses de vida, mas já tem números, resultados e feedbacks de clientes de dar inveja para muito empresário sênior”, avalia Gabriel.

Entendendo os direitos
O cancelamento de voo realizado indevidamente pela companhia aérea é considerado uma prática abusiva, que viola os direitos do passageiro. Sendo assim, o passageiro pode recorrer na justiça para pedir indenização por danos materiais e morais. Mesmo nos casos em que o cancelamento de voo foi realizado por fatores externos, a empresa também deve prestar assistência aos passageiros. A assistência se baseia no fornecimento de informação, meios de comunicação, alimentação, hospedagem e transporte, de acordo com cada situação. Trata-se aqui de uma relação de consumo, em que o cliente compra uma passagem aérea e espera que a prestadora do serviço, no caso, a própria companhia, seja capaz de fornecê-lo adequadamente.

O que muitas pessoas não têm conhecimento é que mesmo quando prestada assistência, ainda há direito à indenização. A jurisprudência (decisões dos Tribunais sobre este tipo de caso) tem entendido que mesmo prestada a assistência, seja de acomodação, alimentação e outras, quando o atraso é superior a 4 horas já se configura um transtorno de ordem moral. Os transtornos podem ser desde o estresse causado com as filas, inconveniente de ser obrigado a pernoitar em território estrangeiro ou outra cidade, a falta de informação, perda de compromissos, decepção de perder horas da viagem, estadias e outras situações.


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