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Jovens apostam em negócios próprios para inovar no trabalho

MARIANA CHECONI | 17/11/2019 | 10:15

O mundo atual é marcado pela praticidade e rapidez de informações. Há uma necessidade de imediatismo e inovação o tempo todo entre os jovens e isso reflete na relação com o mercado de trabalho.

As jornadas tradicionais não chamam mais atenção. Ter horários regrados, permanecer 8 horas exercendo as mesmas funções durante 5 ou 6 dias por semana não desperta mais interesse nos jovens.

A coaching Elaine Neves explica que isso ocorre porque a chamada “Geração Z” surge em um cenário diferente das gerações anteriores. “Eles nascem numa população mais envelhecida, cujas mães são mais ativas e com mais escolaridade, mas cada vez menos jovens. Nascem no seio de famílias menos convencionais e estão rodeados de tecnologia.

Por conta disso, percebi o quanto eles se apoiam na ideia de que as profissões que mais terão sucesso ainda não existem, tamanha é a mudança que temos vivido com o avanço da tecnologia”, afirma.

Elaine conta que hoje em dia os filhos não querem seguir os mesmos caminhos que os pais. “Eles não querem herdar as empresas, por exemplo, pois não compartilham dos mesmos sonhos. Cada um tem o seu próprio e os pais precisam entender e ajudar nesse caminho, que não costuma ser fácil”, explica.

Para auxiliar esses jovens, métodos como horários mais flexíveis, e melhor administração do tempo, além de descrição e divisão das tarefas ajuda a despertar interesse. “Atitudes rígidas não fazem bem à ninguém. A mudança é sempre possível e bem-vinda”, afirma a Coach.

Empreender
Uma alternativa para jovens que não querem ter uma jornada tradicional de trabalho é investir no negócio próprio.

Empreendedorismo é a palavra da vez. Os amigos Rodolfo Sibires e Guilherme Genovez, que estudaram juntos na Universidade Federal de Londrina, no Paraná, tiveram a ideia de abrir um centro esportivo para colocar em prática o que aprenderam na graduação. Em 2016, a ideia saiu do papel.

“A vontade de abrir o negócio surgiu da possibilidade de oferecer um serviço diferente do que existe na cidade. Melhorar a performance das pessoas através do treinamento. Sair do convencional das academias, Crossfit e Cross Training, trazendo uma outra abordagem ao treino”, explica Sibires.

Para o jovem, as jornadas tradicionais acabam restringindo as pessoas de terem uma vida mais leve e equilibrada, contudo, paciência e foco são fundamentais para conseguir manter o próprio estabelecimento. “Equilíbrio para solucionar problemas, pois a todo momento vão surgir situações novas e decisões precisam ser tomadas.”

Marina Figueiroa Careta também se encaixa nesse perfil. Aos 26 anos, inaugurou sua padaria que produz pães de fermentação natural há pouco menos de um mês na Malota. Conta que a ideia surgiu por conta de dois fatores: a vontade de ter um negócio próprio e sua intolerância à glúten.

“Sou formada em engenharia de produção e fiz MBA em varejo. Sempre sonhei em ter uma empresa minha. A ideia da padaria veio, pois sou intolerante a glúten e o pão de fermentação natural era o único que não me fazia mal. Depois de pesquisar muito e fazer mais uns cursos, nasceu o negócio”, explica.

Para Marina, a jornada de trabalho tradicional já não combina mais com os dias atuais. “Poder fazer o próprio horário e ser seu próprio chefe foram os principais motivos que despertaram a vontade do negócio próprio. No começo não é fácil, mas aos poucos vamos conquistando os clientes”, afirma a jovem.

 


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