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Jovens do Caps produzem vídeo sobre direitos humanos e saúde mental

DA REDAÇÃO | 04/05/2019 | 05:02

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPSij) da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) atende, atualmente, a 722 crianças e adolescentes encaminhados para acompanhamento por Unidades Básicas de Saúde (UBSs), hospital universitário, escolas ou que buscaram o serviço voluntariamente. Desses, 15 participaram de projeto incentivado pelo Ministério da Saúde com o foco no protagonismo juvenil, considerando a participação social, diretriz do Sistema Único de Saúde (SUS), sobre o tema Direitos Humanos e Saúde Mental. O resultado do trabalho – um curta-metragem – será apresentado durante a abertura do V Fórum da Luta Antimanicomial, em Jundiaí, no dia 10, às 8h, no Complexo Fepasa.

O projeto contou com atividades de capacitação sobre protagonismo em congresso na cidade de Florianópolis, além de oficinas e discussões sobre o tema durante seis meses, com encontros semanais no equipamento municipal. Segundo a psicóloga integrante do CAPSij, Luciana Januária Barbosa, o modelo do projeto foi formatado para dialogar com o que chama a atenção do jovem. “Os jovens foram estimulados, a partir das oficinas de vídeo. Eles estudaram o tema saúde mental e direitos humanos, discutiram, desenvolveram roteiros, gravações e a edição. Com esse viés foi possível discutir o protagonismo, a atitude de cada um perante a sociedade, seus direitos em relação à saúde mental”, argumenta.

Bárbara Bertolini, 17 anos, participou do grupo a partir da seleção realizada no Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente (CMDCA). “O curta-metragem foi uma possibilidade de discutir temas construídos a partir de fatos da realidade de cada um, discutidos e apresentados para o grupo. A intenção é mostrar o serviço que existe disponível e que, muitas vezes, não se é acessado por falta de conhecimento”, comenta.

Marcelo Henrique Ribeiro Carvalho, 21 anos, passou por atendimento no CAPSij durante quatro anos, por indicação médica para tratar de ansiedade e depressão, devido transtorno na aprendizagem. Apesar de liberado do acompanhamento há um ano, continuou com o projeto. “Ainda existe tabu em se tratar do assunto saúde mental. Aprendi muito já que tivemos de ler sobre o assunto antes de desenvolver o vídeo”, detalha o rapaz, que vai começar em um novo emprego em breve.
Dos assistidos pelo CAPSij, são derivados de dificuldades e quadros comuns à adolescência, dentre eles, ansiedade, depressão, deficiências intelectuais e questões relacionadas ao uso de problemático de álcool e outras drogas.

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