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Julho amarelo: Jundiaí se mobiliza contra as hepatites virais

VINÍCIUS SCARTON | 09/07/2018 | 05:50

Jundiaí estará mobilizada de 23 ao dia 31 deste mês na Campanha Julho Amarelo de Luta contra as Hepatites Virais, com oferta de testes rápidos para a doença, disponibilizados em todas as Unidades Básicas de Saúde. No ano de 2016 foram confirmados 96 casos de hepatites virais. Já em 2017, a cidade registrou 84 casos e de janeiro a maio deste ano, 33. Os dados são da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), por meio da Vigilância Epidemiológica. As hepatites virais só apresentam sintomas em casos avançados, por isso, a importância da testagem.

A população-alvo da campanha é formada por pessoas que passaram por transfusão sanguínea e/ou fizeram procedimentos dentários, cirurgias ou injeções antes de 1993, além de pessoas classificadas como vulneráveis (que realizaram tatuagens e piercings; parceiros sexuais e domiciliares de pessoas com hepatite B e C; usuários de drogas; pessoas privadas de liberdade; com doença renal crônica ou em diálise e trabalhadores da área de saúde). A hepatite B e C crônicas são tratáveis, sendo a C, com 96% de cura, com tempo de tratamento variável entre 3 e 6 meses, e a B, controlável com medicação, podendo também evoluir para cura, dependendo do grau de comprometimento do fígado.

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De acordo com o Ambulatório de Moléstias Infecciosas (AMI), a contaminação se dá pelo contato com pessoas com o vírus, sexo, uso de drogas, transfusões e lesões por objetos perfurocortantes. Mesmo após a cura, é possível a pessoa se recontaminar se houver contato nas mesmas condições (de transmissão de vírus). Apesar de possível, a recontaminação, bem como o abandono do tratamento não são os principais problemas para o controle da doença. Segundo o AMI, a falta de conhecimento da patologia é o que impede o tratamento, ampliando as chances de cura e reduzindo os impactos nos órgãos.

OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera as hepatites virais como um dos principais problemas de saúde pública da atualidade e estabelece meta para sua eliminação até 2030. Desde 2011, a estimativa global de mortes por hepatites virais é maior que por tuberculose, malária e HIV. No Brasil, a estimativa de pessoas que vivem com hepatite C é de 1,4 milhão a 1,7 milhão, sendo uma importante causa de cirrose e câncer de fígado. No estado de São Paulo, as notificações de 2007 a 2016 contabilizam 82.084 casos de hepatite C.

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