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Jundiaí adere à campanha de adoção tardia do TJ de São Paulo

VINICIUS SCARTON | 25/07/2018 | 05:00

Jundiaí aderiu à campanha de adoção tardia “Adote um Boa Noite”, promovida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), envolvendo a participação de crianças e adolescentes a partir dos 7 anos (prontos para serem adotados), cujos genitores estão destituídos do poder familiar. A iniciativa nasceu para dar visibilidade aos menores acolhidos, além de aumentar os índices de adoção de pessoas com este perfil, permitindo que participem de ações como forma de lazer e conscientização dos direitos, para que demonstrem que fazem parte da sociedade, resgatando a autoestima. “A campanha tem como propósito mostrar para a sociedade a existência de adolescentes que almejam uma família. As pessoas interessadas em adotá-los podem acessar o site www.adoteumboanoite.com.br e contatar o fórum correspondente”, explica a assistente social judiciária Viviana Eugenia Gualtieri.

De acordo com ela, 5 jovens da cidade se encontram acolhidos há mais de 8 anos na Casa de Nazaré e na Casa Transitória Nossa Senhora Aparecida. “A Rede Socioassistencial de Jundiaí investiu junto à família de origem desses jovens, com intuito de obter uma possível reintegração familiar. No entanto, o objetivo não foi alcançado por diversos motivos, sendo proposta a ação de destituição do poder familiar, que leva um tempo de tramitação, gerando um prolongamento de permanência na instituição”, explica.

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Viviana ressalta que o prolongamento nas entidades gera prejuízos emocionais aos jovens, perda da convivência familiar e comunitária, bem como dificuldade de futura colocação em adoção ao fim do processo de destituição. “Baseado ao Cadastro Nacional de Adoção, o Brasil possui atualmente 42 mil pretendentes inscritos aguardando por um filho. Em Jundiaí, existem 132 pretendentes. Entretanto, nenhum deles aceita a adoção tardia”, descreve.

EXPECTATIVA
O jovem Vitor Manoel (17) vive há 10 anos em uma entidade e sonha com uma família que lhe dê carinho, amor e atenção. “Além disso, pretendo ajudar ao próximo e ser feliz”. Jonathan (13) está acolhido na Casa de Nazaré há 8 anos e também foca no mesmo objetivo. “Eu tenho esse sonho, afinal todo mundo merece ter uma família”.
Com 16 anos, Ianka também mora na Casa de Nazaré há 9 anos e vive a mesma expectativa dos amigos. “Alimento o sonho em ter uma família, pois quero ser feliz e também proporcionar felicidade aos outros”, revela.

Há 7 anos na mesma entidade, Thaysse (15) também anseia por uma família amorosa. “Quero ter irmãos e poder compartilhar meus sentimentos”, emenda.
Jennifer (17) foi acolhida na Casa de Nazaré aos 12 anos. Ela demonstra maturidade com relação à adoção tardia. “Tenho ciência das dificuldades do processo de adoção, mas isso não impossibilita meu desejo de, um dia, ter uma família e ser feliz num ambiente saudável”, conclui a estudante do 1º ano de Psicologia.

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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