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Para combater a fome, Jundiaí lança programa Política de Segurança Alimentar

NIZA SOUZA - csouza@jj.com.br | 01/03/2018 | 05:00

Três meses depois de o Jornal de Jundiaí publicar a reportagem “A fome volta a assombrar”, alertando que a cidade tem mais de 3 mil famílias que vivem na linha de extrema pobreza, o projeto de lei para criação da Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, desenvolvido pela Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social, ficou pronto e já foi entregue à Câmara Municipal. A política vai orientar as ações sobre o assunto, como a regulamentação da doação de alimentos por supermercados e a criação do banco de alimentos.

Nadia Taffarello, gestora do Semads

Nadia Taffarello, gestora do Semads. Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí

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Fome volta a assombrar jundiaienses

A expectativa é de que o projeto seja votado na próxima sessão da Câmara, na terça-feira (6). “Já existem vários projetos, tanto do Executivo quanto do Legislativo, que envolvem o tema. A política de segurança alimentar vai englobar tudo, dar diretrizes para as ações”, resume a gestora Nádia Taffarello. “Trabalhamos nesse projeto durante um ano, junto com o Conselho Municipal de Segurança Alimentar, que também ganha uma nova composição com esse projeto, e diversas unidades de gestão”, complementa.

Junto com a criação da política, há algumas ações voltadas para o combate à fome caminhando paralelamente no Executivo. Como o projeto de doação de alimentos, que está em discussão internamente na unidade de gestão. “Sabemos que muitos supermercados têm produtos VFL (verduras, frutas e legumes) que não estão bons para vender e são descartados, mas que ainda estão bons para o consumo. A gente precisa regulamentar a doação”, explica.

O projeto de doação traz junto a criação do banco de alimentos, também em discussão, que vai receber esses alimentos, fazer uma triagem e direcionar para as entidades assistenciais e, especialmente, para as famílias acompanhadas pelo programa Criança Feliz”, destaca Nádia. Outra ação da Assistência Social é a adesão ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal, que faz parte do programa de segurança alimentar do Ministério do Desenvolvimento Social. Segundo a gestora, o programa tem dois pontos importantes: primeiro, é a verba do governo federal, que deve ser em torno de R$ 500 mil; segundo é que o PAA prevê a compra de alimentos de produtores rurais, incentivando a agricultura local. “Talvez o projeto da doação pelos supermercados demore um pouco. Então acredito que a gente deve começar a rodar o banco de alimentos com o PAA”, prevê Nádia.


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