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Jundiaí continua na fase vermelha até 24 de julho

Kátia Appolinário | 11/07/2020 | 05:00

Até o dia 24 de julho os estabelecimentos comerciais considerados não essenciais terão que continuar com suas portas fechadas em todas as cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ). Isso porque, com a atualização do Plano São Paulo anunciada no início da tarde dessa sexta-feira (10), o Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS) não atingiu os requisitos mínimos necessários para que pudesse retomar gradualmente suas atividades. Jundiaí e outros 42 municípios estão inseridos neste contexto.

Para a flexibilização são levados em conta a ocupação de leitos de UTI, o total de leitos disponíveis a cada 100 mil habitantes, a variação de novas internações nos últimos sete dias, bem como a quantidade de casos confirmados e mortes no período.

Em Jundiaí, no dia 3 de julho, data em que foi realizado o quinto balanço do Estado, a taxa de ocupação de leitos de UTI voltados exclusivamente para pacientes com coronavírus era de 76%. Já nessa sexta (10), o índice caiu para 73%. No mesmo período foram registrados 31 óbitos, números inferiores se comparados com outras cidades da mesma região, como o próprio município de Campinas, que registrou 82 mortes no mesmo intervalo e possui uma taxa de ocupação de UTI de 89%.

Por esses motivos, representantes das cidades do AUJ apresentaram uma proposta solicitando o descolamento da região VII, a qual faz parte. As autoridades não concordam com a ideia de seguir a flexibilização no mesmo ritmo que a região de Campinas.

O pedido ainda está em análise e, de acordo com o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus do Estado, a devolutiva será realizada na próxima quinta-feira (16).

REALIDADES DISTINTAS

Segundo o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC), levando em conta a densidade populacional, Jundiaí poderia estar na fase laranja. Além disso, o CEC reitera que estudos realizado pela área técnica do governo atestam que o AUJ tem indicadores melhores tanto da capacidade do sistema de Saúde, quanto da evolução dos casos, critérios avaliados no plano de retomada do governo estadual.

Para a flexibilização são levados em conta a ocupação de leitos de UTI, disponíveis a cada 100 mil habitantes

PELO COMÉRCIO

As instituições comerciais também estão apoiando a gestão nessa empreitada. É o que conta o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Jundiaí (ACE), Mark William Ormenese Monteiro. “Não estamos de acordo com esse posicionamento desde o início da pandemia, quando foi anunciado pelo governador do estado de São Paulo, João Doria, que deveríamos prosseguir ao lado do DRS de Campinas. Inclusive, na ocasião, estive presencialmente com o prefeito Luiz Fernando Machado para debatermos o assunto”, pontua.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL), Edison Maltoni, compartilha da mesma opinião que Monteiro.

“Entendemos a situação da saúde, mas como a própria administração municipal sinalizou, a cidade está estruturada para o combate a doença. A limitação das atividades comerciais está prejudicando seriamente a economia local com o fechamento de lojas, endividamento de empresários e demissões de trabalhadores”, diz.


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