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Jundiaí continua sendo berço de bandas e músicos de qualidade

ANGELO AUGUSTO | 15/06/2019 | 05:00

Jundiaí é uma cidade recheada de muito talento musical. As bandas da cidade têm cada vez mais se profissionalizado e transformado todo esse talento em material da mais alta qualidade. Bandas como a Resilienz e a Velodkos têm se destacado na cena e levado o som jundiaiense não só para a cidade, mas para a região e para o estado de São Paulo.

O DJ e produtor musical Jota Wagner não mede esforços para elogiar a qualidade das bandas jundiaiense e do material por elas produzido. “Jundiaí sempre foi uma cidade extremamente criativa. Desde quando eu trabalho com música, vejo a cidade exportar música boa para o Brasil todo. Bandas como o Fistt, NDK, Raízes Rasta, Canela de Ema e o rapper Nill são conhecidos de norte a sul do país”.

Guilherme Bollini, guitarrista da banda Resilienz, conta que a ideia de um novo projeto surgiu em meados de 2016 junto com o também músico e hoje baixista e vocalista da banda, Hélio Valisc. “A gente se reuniu e conversou. Decidimos então que as letras seriam em português, algo mais fácil de ser digerido pelo público, saindo do metal e indo mais pro rock mesmo”.

Entre todas as idas e vindas, como testes para encontrar um baterista e um baixista, a banda finalmente achou a formação ideal, Com Guilherme Bollini na guitarra, Hélio Valisc no contrabaixo e nos vocais e Richard Haddad na bateria. Assim, no começo de 2018, com o auxílio do músico e produtor Jean Dolabella, e da produtora executiva Laura Righi, a banda começou a se estruturar e montar um plano de lançamento. “A Resilienz é uma banda independente. Nossos produtores são funcionários contratados pela banda”.

A banda Velodkos foi montada em março de 2017 e estreou nos palcos em maio de 2018, na mesma época do lançamento do seu primeiro clipe. O vocalista e baixista Pedro Fávaro Neto, conhecido como Peu, conta que a ideia inicial era de tocar covers, mas que resolveu mostrar três músicas de sua autoria para os outros membros – o baterista Fernando Fonseca e o guitarrista Caio Cruz – e eles abraçaram a ideia de focar só no som autoral. “Os Velodkos surgiram por acaso. A ideia inicial era tocar covers pra se apresentar em barzinhos e fazer uma grana extra. Mas logo no nosso primeiro ensaio a gente dedicou 100% do tempo a só fazer as músicas autorais”, conta Peu.

Durante esse pouco mais de um ano de existência, a Velodkos já fez mais de 50 shows, passando por todo o estado de São Paulo, mas o melhor ainda está por vir. “O nosso maior triunfo será tocar no SESC Jundiaí nesse próximo dia 30. O show será de graça e vai ser muito legal pra fortalecer ainda mais a cena da cidade” conta Peu.

Para Jota Wagner, a música já ultrapassou até a tradição do cultivo de uva como sendo a atividade que mais promove a cidade de Jundiaí. “É hora de reconhecer este patrimônio cultural e fomentar a produção artística daqui, que é o que temos de melhor atualmente”.

Onde se apresentar
Apesar da ótima qualidade das bandas locais, Jundiaí tem passado por uma certa dificuldade em relação às casas e lugares para os músicos se apresentarem. “Diversos espaços fecharam suas portas ou tiveram licenças cassadas, fato esse que é único de Jundiaí, e que a relevância cultural dessas casas não foi sequer trazida à discussão”, diz Jota Wagner.

Segundo o músico G. Bollini, a fiscalização do Corpo de Bombeiros quanto à segurança está realmente forte e a Prefeitura não pode interferir. “Desde o incidente na Boate Kiss, a fiscalização em bares, boates e casas de show aumentou muito”.

Após algumas mudanças e adaptações, a Resilienz se lançou no começo de 2018 como banda independente

Montada em março de 2017, a banda Velodkos se prepara para grande show no Sesc Jundiaí, dia 30 de junho


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